Quinta-feira, 12.09.13

A despesa das famílias portuguesas com o regresso às aulas ultrapassa em média o valor do salário mínimo nacional ao atingir os 525 euros, segundo um estudo que revela mais despesa e preocupações de poupança.

Apesar da diminuição do poder de compra, a fatura aumenta. Em 2010, a média foi de 499 euros, no ano passado subiu para 507 euros e agora deverá atingir os 525 euros (mais 40 euros do valor do salário mínimo nacional), de acordo com um estudo da Nielson, empresa de estudo de mercado.

O inquérito, realizado através de 600 entrevistas telefónicas, este verão, demonstrou ainda que os pais pretendem diminuir o valor gasto semanalmente com os alunos, passando de 23 euros (em 2012) para 18 euros a média em causa.

Mais de metade dos portugueses que fazem compras escolares (51 por cento), adquirem quase todo o material no início do ano letivo. Os restantes vão comprando ao longo do ano. As famílias tentam poupar na altura de comprar, procurando promoções.

A fatura dos manuais escolares para alguns níveis de ensino chega aos 300 euros. As associações de pais lançam frequentemente o alerta para o risco de haver alunos a começar o ano sem livros.

Um aluno no ensino secundário gasta perto de 300 euros em livros. No 1.º Ciclo, o valor ronda os 70 euros.

Papelarias, hipermercados e páginas de Internet desdobram-se em publicidade, oferecendo descontos de 10 por cento nos manuais escolares, sugerindo compras antecipadas e prestações sem juros.

Aos manuais recomendados pelas escolas junta-se o restante material, cujo preço é mais variável, entre lápis, canetas, cadernos, mochilas, capas, folhas, batas e outros artigos, que variam de acordo com o nível de ensino e a área de estudo.

Além dos custos diretos para as famílias, tanto o Tribunal de Contas como o Ministério da Educação publicaram estudos que indicam que o custo por aluno, para o Estado, é superior a 4.000 euros por ano.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt



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Segunda-feira, 19.08.13

A ideia de que é um desperdício não reaproveitar livros escolares é antiga mas só recentemente começaram a ganhar forma soluções para resolver o problema e ajudar os encarregados de educação a pouparem.

Um estudo da Nielsen divulgado recentemente indica que, em média, as famílias portuguesas irão este ano gastar 525 euros com o regresso às aulas, um número que volta a traduzir uma subida dos encargos com o início do ano letivo. Há um ano atrás, o valor médio apontado pelas famílias era de 507 euros. 

Um número significativo de famílias portuguesas planeia no entanto gastar menos e ficar abaixo dos 500 euros. A resposta foi dada por 45% dos 600 inquiridos pela empresa de estudos de mercado e provavelmente inclui vários adeptos da reciclagem de materiais, onde cabe a utilização de livros usados. 

Enquanto o princípio da reutilização de livros escolares não é incentivado pelas próprias escolas, como já acontece noutros países, várias iniciativas privadas têm ganho forma para promover esta alternativa mais ecológica e menos dispendiosa para os pais. 

Com o novo ano letivo à porta, hoje passamos em revista alguns endereços que o podem conduzir a poupanças interessantes na aquisição dos livros indicados nas escolas frequentadas pelos membros da família dedicados aos estudos. 

O Manuais Usados é um dos sites a que pode recorrer se pretende explorar esta opção. Na plataforma listam-se livros para todos os anos escolares. Quem está interessado tem de registar-se no site, escolher os livros e entrar em acordo com o vendedor sobre a forma de pagamento e entrega. 

fonte:http://tek.sapo.pt/



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Os portugueses contam gastar, em média, 525 euros este ano com o regresso às aulas. O valor, revelado pelo estudo Observador Cetelem, tem vindo a aumentar nos últimos anos. Em 2011 situava-se nos 499 euros e em 2012 nos 507 euros.

Este estudo questionou ainda os portugueses sobre as intenções de utilização do cartão de crédito para as compras relacionadas com o regresso às aulas e 23% dos inquiridos afirmam que ponderam recorrer a esta forma de pagamento.

Na análise levada a cabo pelo Observador Cetelem, 28% dos inquiridos afirmam que para preparar o início do ano letivo necessitam de gastar entre 250 e 500 euros, 17% ponderam ficar entre os 500 e os 750 euros e outros 17% não esperam usar mais de 250 euros. Um número residual de indivíduos (2%) conta gastar mais de 1.500 euros. 

Ainda comparativamente com 2012, a percentagem de consumidores que pretendem gastar mais de 750 euros aumentou (passou de 9% para 14%). Nestes gastos incluem-se vestuário, mensalidade da escola, material escolar, entre outros itens necessários. 

Como forma de pagamento, 23% dos inquiridos admitem recorrer ao cartão crédito para fazer face às despesas do ano letivo que está prestes a começar. Quando questionados sobre o montante a utilizar, em média contam usar 376 euros. 

Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 600 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 26 a 27 Junho. O erro máximo é de +0,4 para um intervalo de confiança de 95%.

fonte:http://www.tvi24.iol.pt/



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Sábado, 17.08.13

As famílias portuguesas vão gastar, em média, 525 euros com o regresso às aulas, segundo um estudo que revela um aumento da despesa e um objetivo de poupança, nos gastos semanais das crianças, pela parte dos encarregados de educação.

Nos últimos três anos, os portugueses têm pago, em média, faturas cada vez mais altas para estudar: em 2010, a média foi de 499 euros; no ano passado, subiu para os 507 euros e, agora, deverá atingir os 525 euros, de acordo com um estudo da Nielsen, que inquiriu pessoas entre os 18 e 65 anos, residentes em Portugal Continental.

Uma em cada quatro famílias (28%) prevê gastar entre 250 e 500 euros, indica o estudo que realizou 600 entrevistas telefónicas, durante o mês de junho. Já 17% da população irá tentar fazer face às necessidades com um plafond de 250 euros.

Com gastos acima da média, surge um grupo de 14% dos inquiridos, que estima gastar mais de 750 euros, havendo mesmo uma pequena franja da população (2%) que irá despender mais de 1.500 euros.

O inquérito questionou ainda quanto pretendem os pais gastar semanalmente com os alunos, e mostrou que o valor vai baixar, ao passar de uma média semanal de 23 euros, em 2012, para 18 euros, este ano. Esta descida semanal significa que, este ano, os pais não deverão chegar aos mil euros anuais com os gastos do dia a dia, ao passo que, no ano passado, gastaram quase 1.200 euros.

O método escolhido para comprar o material escolar divide as famílias em dois grandes grupos: quase metade (47%) dos portugueses vai adquirindo esse material ao longo do ano, enquanto 51% faz todas as compras num único momento.

Uma em cada três famílias tenta poupar no momento de adquirir os manuais: 22% dos inquiridos pedem emprestado a amigos ou familiares e 19% compram em segunda mão. Estas são opções que têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos, segundo o estudo que mostra que, em 2012, foram apenas 29% das famílias e, no ano anterior, a percentagem era de 24%.

No entanto, nem sempre é possível encontrar todos os manuais necessários e, por isso, as famílias acabam por ter de os comprar em falta. Resultado: 94% das famílias terá de comprar livros novos.

As papelarias e hipermercados continuam a ser os espaços de eleição para fazer as compras para o arranque escolar, apesar de a internet começar a ganhar terreno: em 2011, 7% das famílias fizeram as suas compras na internet, em 2012 já foram 8% e, este ano, 12% deverão conseguir adquirir o material sem ter de sair de casa.

No caso em que o estudante é o inquirido, a opção pela compra na internet tem mais expressão: este ano 30% deverão fazer as compras em frente ao computador.

Além dos livros, as famílias tencionam ainda comprar vestuário, calçado e equipamento desportivo, entre outras despesas relacionadas com educação. Os portugueses, no entanto, ainda segundo o estudo, vão tentar poupar ainda mais do que nos últimos anos.

A maioria das famílias inquiridas tinha os filhos a estudar no ensino básico (75%) e apenas um em cada quatro tinha uma poupança para a educação futura dos seus filhos.

Ainda de acordo com o estudo, apenas 3% dos inquiridos têm os filhos a estudar no ensino particular, estando os restantes em escolas públicas.

Este ano, segundo os resultados do inquérito, aumenta igualmente o número de famílias que vai usar o cartão de crédito para fazer as compras necessárias: este ano, serão 12%, enquanto no ano passado, apenas uma em cada dez famílias recorreu a esse tipo de empréstimo.

O empréstimo médio será de 376 euros. No caso em que as famílias têm as crianças a estudar, o valor médio estimado por empréstimo é de 403 euros, enquanto no caso em que é o inquirido que estuda, esse valor ronda os 240 euros.


fonte:http://www.tvi24.iol.pt/



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Domingo, 04.08.13

O movimento pela reutilização dos livros escolares "reutilizar.org" já conta atualmente com 152 bancos de partilha gratuita de livros escolares, distribuídos pelos 18 distritos do Continente e Açores, faltando apenas a Madeira.


Entre os bancos mais recentes conta-se o do Agrupamento de Escolas Alexandre Herculano, no Porto, que "vem dar uma importante ajuda aos bancos existentes nomeadamente ao "SMARLE", um banco promovido pela autarquia portuense que funciona no gabinete do munícipe, segundo um comunicado do "reutilizar.org".

O movimento destaca também que foi oficializada a colaboração com a federação dos bancos alimentares que prevê que os livros não reutilizáveis revertam a favor da campanha "Papel por alimentos".

Os locais e horários de funcionamento dos bancos, que estão disponíveis para receber ou entregar livros gratuitamente, podem ser consultados aqui

 fonte:http://www.jn.pt/P




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Domingo, 16.09.12

Nos dias que antecedem o início das aulas, a criança deve ser motivada e tranquilizada. Atente aos conselhos de uma psicóloga para fazer o melhor acompanhamento ao seu filho. O mês de setembro tem quase tanta simbologia como janeiro. É neste mês, depois das férias, que normalmente começam novos projetos e percursos escolares. 

Para as crianças que iniciam o ensino básico pode ser uma data importante, que lhe trará muitas mudanças na rotina diária. Para que possa fazer o melhor acompanhamento do seu filho nesta fase importante da vida, o NT relata alguns conselhos da psicóloga Catarina Leal, que podem ser vistos no portal do Sapo, na internet. 

Antes do início das aulas, os pais devem garantir a tranquilidade à criança, enunciando-lhe as mais-valias de frequentar a escola, onde, para além de aprender, terá um recreio para brincar e conhecer muitos amigos. Do ponto de vista financeiro, saiba que, antes de comprar o material escolar, o ideal é esperar pelo dia da apresentação da criança na escola, no qual o professor dará uma lista do que é, realmente, necessário. 

Daí, em caso de não ser o ano de estreia na escola, faça a triagem dos materiais que estão em boas condições do ano letivo anterior e assim poderá poupar alguns euros. De seguida, passe à compra do restante material que, por seu lado, fará com que a criança se entusiasme. Como se sabe, é importante escolher uma boa mochila, que não ponha em causa a integridade física do seu filho. Ela deve ser ergonómica e não deverá levar mais do que o essencial para o dia.

A preparação do material e vestuário para o dia seguinte deve ser uma tarefa realizada pelos pais em conjunto com a criança. No primeiro dia de aulas, como efeito de motivação extra, deixe-a escolher a roupa. Durante a semana, deve escolher vestuário confortável e prático para que o seu filho possa brincar à vontade. Ao longo do ano letivo esteja atento a todas as alterações comportamentais que podem surgir, pois assim poderá resolver o problema com tempo e, se necessário, conversar com os educadores a fim de consertarem as medidas para o bem-estar da criança.

fonte:http://www.onoticiasdatrofa.pt/



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Domingo, 09.09.12

Na véspera do regresso às aulas, o PÚBLICO ouviu quatro relatos de uma classe profissional pressionada pela incerteza e pelo desemprego.

Não estranhem se me rir. Faço por rir, porque os meus filhos andam por aqui e pressentem tudo. Pedem-me para jogar à bola, para me sentar no chão a brincar, e eu faço por sorrir. Valha-nos isso – eles não entenderem. Principalmente o que pensam as pessoas que acham que somos dois irresponsáveis por sermos professores a contrato e, mesmo assim, termos tido estes filhos, sem pensarmos que um dia podia acontecer o que agora aconteceu: ficarmos os dois desempregados. 

O mais esquisito é que isso nos embaraça. Como se tivéssemos falhado — aos filhos que nos achámos no direito de ter; aos nossos pais, que investiram nos cursos que fizemos; aos irmãos, para quem passámos a ser uma preocupação; e até aos amigos que necessariamente falam de nós: “Os dois desempregados, como é que vai ser?” 

Acho que não, não fomos irresponsáveis. Estávamos apenas a ensinar, que era o que gostávamos de fazer, e nunca pensámos que as coisas ficassem tão difíceis. Damos aulas há dez anos, casámos há oito e temos estes dois rapazes, um de quatro, outro de dois anos. Pedimos um empréstimo para comprarmos um T3 usado num terceiro andar sem elevador — e pronto, estes foram os nossos luxos. 

Ainda conseguimos poupar para um pé-de-meia, que é a única coisa que nos permite respirar desde que vimos a lista dos professores contratados e percebemos que estávamos na outra, dos desempregados. Eu dou aulas de EVT, a minha mulher ao 1.º ciclo. Damos, quer dizer: dávamos. Eu não vou conseguir voltar a dar aulas — tenho a certeza, apesar de ainda não ter conseguido matar completamente a esperança, que é o que me provoca este nó na garganta. 

Custa-me falar nisto. Mas se tiver sido o ultimo ano — e acho mesmo que foi — acabei a carreira na escola em que estudei e em que percebi que queria ser professor de Trabalhos Manuais, graças a outro professor que agora é o director dessa escola e que não se lembrava da minha cara, mas reconheceu o boneco de madeira articulado que fiz nas suas aulas, tinha eu uns dez anos. ‘Eh, pá! Guardaste isso?’ Pois guardei. 

Já fomos ao centro de emprego e agora temos de decidir o que fazer. Trabalhar num escritório, na caixa de supermercado, abrir um negócio? Nem quero acreditar que não vou ser professor. Tenho de decidir, mas primeiro tenho de deixar morrer a esperança que, para já, não me deixa pensar. 


Cristina, 47 anos, professora a tempo inteiro, mas com horário zero


Costumo dizer que o lugar dos problemas é debaixo do tapete, que fica do lado de dentro quando saio de casa e do lado de fora quando entro nela. Mas às vezes tenho quebras, claro, e a minha filha, que está a entrar na universidade diz: ‘Oh, esquece a escola! Daqui a três anos já tenho o curso e posso trabalhar e ganhar dinheiro para ti!”. 

Rimos as duas. E, por causa do riso, fico a pensar que tenho muita sorte por os ter, a ela e ao meu marido. Os meus colegas que também ficaram com ‘horário zero’ e que viviam principalmente para a escola ou até mesmo só para a escola — e acreditem que há gente assim — estão doentes de tanto desalento. 

Não é o dinheiro. É termos 20 anos de serviço, saber e tarimba e sentirmos que não há lugar para nós. É vermos os colegas a queixarem-se de que têm muitas turmas e muitos alunos e nós não termos. É sabermos que eles têm razão para se queixarem e sentirmos que, apesar disso, preferíamos estar no lugar deles. 


No ano passado, estive a dar aulas em Coimbra, mas, por causa das tais medidas (a revisão curricular, as turmas maiores, etc.), fiquei sem alunos e puseram-me em concurso para destacamento por ausência da componente lectiva. O problema é que, quando no ministério se foi ver, em Agosto éramos milhares a ganhar sem fazer nada. Tantos que até podíamos encher a Avenida da Liberdade, em Lisboa, e isso é que não — não é? Toca, então, de mandar aos directores uma circular a dizer que afinal era para nos tirarem do concurso e para nos ocuparem com qualquer coisinha. Foi o que fez a direcção da escola onde eu estou efectiva, em Montemor-o-Velho. Isto já era mau, mas o pior é que entretanto surgiu uma vaga na escola de Coimbra, mas como eu já tinha sido “repescada” para não fazer nada em Montemor, essa vaga não foi ocupada por mim, mas por outra colega menos graduada. Faz sentido? Pois não. 

Ao menos que fosse a bem do país, que não é. O Governo não poupa dinheiro, paga-nos o mesmo. Só que é para desenvolvermos “iniciativas de prevenção do abandono e de promoção do sucesso escolar”, coisa que ninguém sabe o que é. O que, de qualquer maneira, tem pouca importância. Ainda que soubéssemos, ficávamos na mesma, já que o Governo puxa em sentido contrário — compromete o sucesso e promove o abandono escolar, que é o que acontece quando se fecham professores esgotados em salas a abarrotar.

Conceição, 58 anos, em fim de carreira e, apesar de tudo, sem direito à queixa


Em Julho chorei com colegas e amigos de uma vida que ficaram com horário zero; agora angustio-me com os professores que orientei em estágio e que ficaram sem trabalho. Por isso, só posso dizer que não tenho direito à queixa. Mesmo em relação ao congelamento da carreira e ao corte do vencimento e dos subsídios — não tenho, porque há quem esteja pior. Mas tenho o direito à palavra, claro, e digo que, com isto tudo, só por milagre a qualidade da escola não continuará a baixar. 

Não estamos a assistir a uma revolução, não é uma desgraça que agora se abateu sobre nós. É mais uma fase num processo de degradação que começou há uns sete anos, com a destruição da imagem do professor. São estes professores que este ano são apanhados no cruzamento de uma série de factores que tornam mais difícil a sua missão, que — às vezes parece que alguns se esquecem — é ensinar. 

Quem tem uma turma com 30 alunos não pode dar atenção a todos, em geral, e a cada um em particular; quem tem seis turmas não consegue acompanhar 180 projectos de investigação ou levar para casa 180 trabalhos para corrigir. Não consegue. E isso sabe quem dá aulas, por muito que ilustres comentadores que nunca puseram os pés numa sala cheia de adolescentes nos garantam que nos séculos XVIII e XIX os grandes pedagogos ensinavam com inquestionável sucesso grupos de cem estudantes ou mais. 

Some-se às turmas de 30 alunos o ensino obrigatório, que fará com que, daqueles 30, alguns não queiram estar na escola. Conte-se com a degradação da autoridade do professor, que contribui para o aumento da indisciplina. E adicione-se o agravamento da crise, que nos últimos anos já tem feito com que, muitas vezes, os professores se reúnam para comprar os manuais que os alunos levam para a sala e até cabazes de alimentos que lhes fazem chegar a casa. Por fim, junte-se a todos estes factores a diminuição do tempo destinado às direcções de turma, que já não chegava para cumprir a parte burocrática da função. 

Valha, a alguns de nós, este ano trabalharmos em escolas lindas, onde se gastaram milhões. São “carros de grande cilindrada com estofos rotos”, como dizia alguém. E, ainda assim, tenho fé. Nos professores que são competentes e dedicados e também nos alunos. Como é que hei-de explicar? Não se explica, sou optimista. Ainda acredito em milagres. 


Paulo, 39 anos, ficará, com sorte, a 600 quilómetros de casa


Devia pensar que tenho muita sorte por ter um horário de 19 horas, mesmo incompleto, porque, eu sei disso, hoje em dia trabalhar é um luxo. Mas, por agora, só consigo pensar que estou a 600 quilómetros de casa, que a minha namorada está lá, sozinha, grávida de seis meses, e que quero assistir ao nascimento da nossa filha — quero e vou assistir, tenho de conseguir, haja o que houver. 

Não que isto tenha sido uma surpresa. Concorrer para todo o país, para horários completos e incompletos, foi uma decisão madura, reflectida, tomada a dois. Percebemos que o desemprego ia doer e não podíamos arriscar — principalmente agora, que, aos 39 anos, achámos que não podíamos continuar a adiar esta filha. 

Por estar consciente do risco, e apesar de nunca ter ficado a mais de 60 minutos de casa, devia estar mais ou menos preparado para isto, mas não estava. Nem eu nem a minha namorada (que é como quem diz, porque é minha namorada há nove anos, só falta ir à igreja, como lembra o meu pai). Quando vimos a lista de colocações nem queríamos acreditar. No Algarve? Chorámos. 

Vejo as notícias e tenho noção de que devíamos estar a pensar que tivemos muita sorte por eu ficar colocado. Afinal só foram contratados sete mil professores e eu sou um deles, não é mau, tenho muita sorte, eu sei, e todos me dizem que sim, que sou um privilegiado. Eu próprio hei-de sentir isso, quando tiver tempo, que por agora só consigo pensar que não é justo. 

Nunca fomos esquisitos. A minha namorada tirou o curso de Engenharia Química à noite, a trabalhar ao mesmo tempo, e prescindiu do sonho de trabalhar nessa área, em troca de um emprego seguro. Eu, se todos os anos fiquei colocado, foi porque nunca me armei em esquisito. Este ano não fizemos férias, passámos o Verão a transformar o escritório num quarto para a Leonor e agora devíamos estar juntos, a esperar por ela, porque isso era importante e porque merecíamos, acho eu. 

Agora parece a toda gente que isto era previsível, mas não era. Agora tenho de pagar a casa que está a 600 quilómetros da outra casa que vou ter de arrendar, e tenho de acabar de pagar o carro, que não me serve de muito, porque não vou ganhar para as viagens. Acho que não merecia. Apesar de ter muita sorte, eu sei.


fonte:http://www.publico.pt/



publicado por adm às 19:24 | link do post | comentar

As famílias portuguesas tencionam gastar em média 507 euros com o regresso às aulas este ano. Aqui ficam alguns conselhos para evitar gastos excessivos.

Para a maioria dos portugueses o mês de Setembro costuma ser um mês negro para os seus orçamentos. O começo do ano escolar obriga as famílias com filhos a despesas extraordinárias com a compra dos manuais e do material escolar. Um estudo recente da Cetelem, mostra que os consumidores inquiridos tencionam gastar em média 507 euros este ano com o regresso às aulas. Os manuais escolares representam uma grande fatia desta despesa. Enquanto uma colecção de manuais para uma criança do primeiro ciclo pode custar 50 euros, para o caso de um adolescente que se no ensino secundário a factura com os manuais poderá atingir os 250 euros.

Embora não existiam fórmulas mágicas que permitam fazer desaparecer estes gastos, há pequenos gestos e soluções que permitem diminuir parte dos encargos. Em relação aos manuais escolares, por exemplo, as famílias poderão optar pela compra online nos sites das editoras para ter acesso a um desconto que ronda entre os 10 e os 15%. Outra opção poderá passar pelo recurso a um banco de troca de livros. Existem já vários movimentos que promovem as trocas gratuita de manuais para que eles possam ser utilizados de ano para ano. O mais conhecido é o movimento pela reutilização dos livros escolares, que já conta com perto de cem bancos de trocas espalhados por todo o país. Para ter mais informações sobre como se efectuam as trocas de manuais poderá consultar o site o movimento(www.reutilizar.org). Apesar dos portugueses tradicionalmente preferirem adquirir manuais escolares novos, a verdade é que a opção pelos livros em segunda mão está a ganhar força. Segundo o estudo da Cetelem no ano passado, 99% dos consumidores inquiridos afirmavam que costumavam comprar os livros escolares novos. Este ano, a percentagem de inquiridos que fez esta opção baixou para os 89%.

Mas não é apenas nos manuais que as famílias podem diminuir a factura do regresso às aulas. Também em relação à compra do material escolar, há alguns conselhos a ter em conta. Antes de se dirigir a uma papelaria ou hipermercado para fazer as compras faça uma revista ao material do ano passado para ver aquilo que poderá ser aproveitado e reutilizado. O passo seguinte é fazer uma lista com o material que os seus filhos irão utilizar, para evitar comprar items desnecessários. Mais uma vez, a opção pelos produtos de marca branca, em detrimento das marcas de referência poderá fazê-lo poupar muitos euros. Por exemplo, uma simples mochila poderá custar-lhe entre 10 euros e os 38 euros, consoante a marca escolhida.

Para que todos estes encargos não arruinem o orçamento familiar é imperativo que as famílias façam ao longo do ano um pé-de-meia para fazer face a estas despesas. O recurso ao crédito é sempre indesejável. No entanto, se precisar de liquidez para pagar o material escolar é preferível recorrer ao ‘plafond' do cartão de crédito para efectuar estes pagamentos, desde que salde a dívida dentro do período de crédito gratuito do cartão (entre 20 e 50 dias). Caso contrário, estará sujeito a taxas de juro muito elevadas que poderão atingir os 37,2%, segundo os dados do Banco de Portugal.

Trabalho publicado na edição de 7 de Setembro de 2012 do Diário Económico

 



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Segunda-feira, 03.09.12

O regresso às aulas está à porta e com ele vêm muitas preocupações para as famílias portuguesas, cujos gastos em livros e outros materiais essenciais podem ascender a várias centenas de euros. Ainda que o aumento seja abaixo da inflação, os manuais escolares subiram este ano 2,6 por cento, com o preço de um cabaz básico, contendo apenas os livros obrigatórios, a variar entre os 50 euros, no caso do 1.º ciclo, e 240 no secundário. Nos casos de famílias com dois ou mais filhos em idade escolar, estes valores multiplicam-se.

 

Para os agregados mais carenciados, o Estado comparticipa a 100% os livros obrigatórios para os alunos inseridos no escalão A e a 50% os estudantes com direito ao escalão B. Há também ajudas para material.

 

Formas de poupar

 

Numa altura em que a crise ataca como nunca os portugueses, não tem parado de crescer o número de bancos de recolha e troca gratuita de livros escolares. A ideia partiu de Henrique Trigueiros Cunha, em agosto de 2011, e neste momento já são 100 os pontos onde as famílias podem entregar livros de anos anteriores e e recolher manuais necessários para o atual ano letivo, e que estão espalhados um pouco por todo o país, inclusivamente nas ilhas.

 

Ontem, o movimento “reutilizar.org – Movimento pela reutilização dos livros escolares”, criado por Trigueiros Cunha, lançou um comunicado no seu site onde apela mais uma vez ao Governo para criar uma solução que torne a “reutilização de livros escolares, uma prática universal em Portugal”, tal como já é tradição em outros países da Europa, e não apenas uma medida destinada aos mais carenciados. O Governo Sócrates criou um projeto de empréstimos de manuais, mas a legislação nunca saiu do papel.

fonte:http://www.record.xl.pt/



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Domingo, 02.09.12

Uma família com um filho em cada um dos três ciclos de ensino vê-se obrigada a gastar perto de 450 euros só em livros escolares.

Uma família com um filho em cada um dos três ciclos de ensino vê-se obrigada a gastar perto de 450 euros só em livros escolares, valor que pode ultrapassar os 600 euros se se juntar o material escolar.

De acordo com um levantamento feito pela Lusa, em média, uma família destas gastará cerca de 50 euros no 1º ciclo do ensino básico, 150 euros no 2º ciclo e 240 no 3º ciclo, apenas nos manuais escolares básicos e obrigatórios.

Esta conta não inclui os preços dos livros de música, de educação visual, de educação tecnológica e de educação física, já que estas são disciplinas em que fica ao critério do professor a adoção ou não do livro.

fonter:http://economico.sapo.pt/



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