Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011
Identifique os artigos que pode reutilizar no próximo ano lectivo, faça a lista do que tem de comprar, defina o montante e procure o super ou hipermercado mais em conta. O Negócios dá uma ajuda.

As campanhas de "Regresso às aulas" proliferam pelas superfícies comerciais. Das maiores às mais pequenas, não há nenhuma que não tente atrair as famílias com cabazes económicos que têm o essencial para a escola. Em ano de austeridade, cortes salariais e aumento do custo médio de vida, o melhor é tentar reutilizar o máximo de material escolar que puder. Se puder, tente encontrar os manuais escolares entre amigos e familiares e "reciclá-los" sempre que possível. Pesquise nos sítios se há opções mais baratas. No Leiloes.net, por exemplo, é possível comprar manuais usados por cerca de 7,50 euros. 

O ideal é que comece a poupar desde o início do ano para esta despesa extra e inclui-a no orçamento familiar. Evita que as suas férias terminem com um sabor amargo a carteira vazia e faça as suas compras mais descansado. Se isso não tiver acontecido, procure poupar onde puder no orçamento de Setembro. Saia de casa com a lista feita e com um montante total já definido. Por muito que custe, tente resistir aos bonecos, marcas de roupa, ao impulso e aproveite os produtos de marca branca. 

A maior parte dos super e hipermercados já vendem cabazes com o essencial para a escola a um preço reduzido. No Jumbo, o Kit Económico custa 6,89 euros e inclui um caderno Mitos a 1,49 euros, um conjunto com 12 lápis de cor, de cera, de aguarela, dois lápis de carvão, uma esferográfica azul, outra verde, uma borracha, um tubo de cola, uma tesoura, uma afia e uma régua de 15 centímetros, por 3,39 euros. O estojo custa 56 cêntimos e a mochila, disponível em quatro cores, custa 1,45 euros. 

No E.Leclerc, por 6,99 euros traz para casa uma mochila (3,45 euros), protecção para cadernos (0,20 euros), tesoura (0,30 euros), borracha branca (0,35 euros), um conjunto de 12 lápis de cor (0,50 euros), outro de desenho com transferidor, régua e esquadro (0,35 euros), um estojo redondo (0,59 euros), quatro esferográficas (0,30 euros), um apara lápis com depósito (0,30 euros), quatro lápis HB com borracha (0,30 euros) e 12 marcadores por 35 cêntimos. Todos os produtos são da marca Eco +.

Por 4,47 euros compra o conjunto elaborado pelo Continente, com uma mala a 1,99 euros, um estojo a 0,99 euros e um kit escolar básico de 1,49 euros que contém uma cola bastão, dois lápis, uma caneta azul e uma verde, tesoura e uma borracha branca. Além destes, há outros mini-conjuntos que pode fazer. Por 99 cêntimos traz um estojo com lápis, afia, e uma régua de 15 centímetros, enquanto que por mais 30 cêntimos leva um kit com quatro lápis, uma borracha, afia e quatro elásticos coloridos. Com 2,99 euros, pode incluir uma tesoura, agrafador, régua, cola bastão, afia e borracha. Paga mais um euro e traz uma caneta, tesoura, duas molas, calculadora digital e dois marcadores fluorescentes. 

A Staples não elaborou nenhum kit, mas fez uma selecção dos artigos "Low price", os mais baratos da loja. Quem quiser trazer os produtos mais económicos, basta verificar se têm a advertência colada nas estantes e colocá-los no cesto ou no carrinho.

Mochilas, estojos, cadernos, dossier e blocos com bonecos e fantasias ficam sempre mais caros do que os produtos de marca branca. As mochilas das marcas de surf, por exemplo, podem chegar aos 40 e 50 euros, enquanto que as famosas Eastpack rondam os 35 euros. No El Corte Inglés, foi difícil encontrar uma mochila que custasse menos de 22 euros, o que encareceu bastante o cabaz. 

Menos de 10 euros 
Entre 22 e 25 de Agosto, o Negócios fez uma ronda pelos vários super e hipermercados a operar em Portugal. Objectivo: saber o que ofereciam a quem regressa às aulas em Setembro. Fez uma lista com 14 bens essenciais para a escola, da mochila às réguas e esquadros e pôs-se a caminho. Encontrámos o cabaz mais económico no Jumbo, seguido do E.Leclerc, Staples, Continente e Pingo Doce. O Cabaz do El Corte Inglés é o mais caro, chegando aos 46,35 euros. 

Regra geral, por cerca de 12 euros, ou menos, é possível trazer o essencial para a escola. Na pesquisa, optou-se sempre pela a oferta mais económica para cada item da lista, independentemente da quantidade de unidades que trazia. Não foram considerados conjuntos, pois o objectivo era comprar cada artigo pelo menor preço possível. A maioria dos produtos escolhidos pertence à marca própria do estabelecimento ou equivalente. 

No Lidl, só conseguimos encontrar uma mochila Top Move, por 6,99 euros, um conjunto de canetas United Office por 1,49 euros, um compasso de seis peças United Office por 2,99 euros e um conjunto de 12 lápis de cor da mesma marca por 2,49 euros. Aqui, gastaríamos 13,96 euros e não traríamos um terço da nossa lista. 

No Mini-Preço, havia quase tudo. Por 9,25 euros, traz para casa uma mochila clássica (4,99 euros), um estojo by Chenton (0,84 euros), três canetas EBBE (0,49 euros), um conjunto com três lápis, borracha e afia EBBE, um dossier Mitos (1,59 euros), 12 lápis de cor EBBE (0,65 euros) e 12 canetas de feltro EBBE (0,69 euros). Só não foi possível encontrar régua, esquadro, compasso, separadores e recargas. Por este motivo, não foi incluído na tabela abaixo.






Regresse às aulas com menos de 10 euros

A "rentrée" escolar está aí. Mais uma vez, o Negócios foi à procura dos cabazes mais económicos para quem inicia o novo ano-lectivo. A lista continha 14 artigos e o objectivo era encontrar a oferta mais barata para cada item. No Jumbo, foi possível comprar o essencial para a escola por menos de 10 euros, mas no E.Leclerc, Staples e Continente também o faz com cerca de 11 euros. No Pingo Doce, acrescenta mais um euro.






Na Austrália, faz-se assim

A actual crise financeira levou os australianos a porem em prática um programa que dê resposta à sequência das aprendizagens esperadas ao longo da escolaridade básica. 


• 3º ano O dinheiro não inclui apenas moedas e notas, chega de diversas fontes e é limitado. Pode ser trocado por bens e serviços, como o bilhete de autocarro e do cinema, mas também poder utilizado para satisfazer desejos e necessidades, como comida, roupa e uma casa para viver.

• 5º ano Os consumidores têm direitos e deveres. As pessoas têm o direito de aceder a produtos que respeitem as normas de segurança, mas têm o dever de pagar atempadamente as suas contas. O dinheiro pode ser emprestado, através da utilização de cartões de crédito ou de empréstimos, mas também pode ser aplicado em poupanças, que geram lucro.

• 7º ano Com esta idade, as crianças já deverão distinguir os factores que afectam as escolhas, como a publicidade, a pressão dos amigos, a compra por impulso, entre outros. Devem definir objectivos financeiros pessoais e distinguir entre o planeamento a curto e a longo prazo e saber que o Estado providencia bens e serviços para responder às necessidades dos consumidores.

• 9º ano Nesta fase, os adolescentes já deverão ter consciência sobre a legislação do consumidor e sobre a importância da manutenção do registo das suas finanças pessoais. Devem compreender que o recurso ao crédito implica pagar juros ou outras despesas e que a exactidão e imparcialidade da informação financeira e de consumo podem variar, devendo sempre aceder a organismos oficiais de defesa do consumidor.

Fonte: Ministério da Educação




Quando o barato sai caro

Na hora de comprar a mochila, evite olhar apenas para o preço. Uma boa compra hoje pode garantir um futuro mais saudável amanhã. 

Várias superfícies comerciais vendem mochilas por pouco mais de um euro, apesar de os preços poderem subir até aos 50 euros, consoante a banda ou a bonecada preferida dos mais pequenos. Independentemente do dinheiro que vai gastar com este artigo, não se esqueça que é o mais importante da lista. A escola deve permitir um crescimento saudável e uma mochila pouco indicada pode trazer problemas graves às costas da sua criança. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as crianças não devem transportar mais do que 10% do seu peso ideal. Entre os 10 e os 12 anos podem surgir escolioses e degeneração dos discos da coluna, pois a formação óssea ainda não está completa e o excesso de peso só vem prejudicar. As conclusões chegam de um estudo da Proteste, publicado em Setembro, que adverte os pais para este problema. O número de disciplinas diárias dos alunos não ajuda, pois exigem o transporte de vários tipos de artigos. A solução passa pela escola, professores e pelos encarregados de educação que devem adoptar medidas preventivas, como a instalação de cacifos no edifício escolar. 

Quando chega a hora de ir às compras, leve o seu filho consigo. Pese a mochila com todo o material necessário e verifique se não excede os 10% do peso corporal. Se a criança pesa 30 quilos, a mochila não deve pesar mais do que três. Se o peso for superior, opte por comprar uma com rodas, com pega regulável, para se adaptar à altura do seu filho. Este não deve dobrar o braço ou o tronco para puxá-la. 

As alças devem ser ajustadas para que a mochila fique acima da anca. Tente aliar o conforto, ao preço e ao gosto da criança. Uma mochila vazia não deve pesar mais do que meio quilo, as alças devem ter, pelo menos, quatro centímetros de largura na zona dos ombros e devem evitar roçar o pescoço. Devem ser reguláveis para se ajustarem às costas e um cinto ao nível da cintura evita oscilações, ajudando a repartir o peso entre os ombros e a zona lombar. Quanto às fivelas, verifique se são práticas e resistentes.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/


publicado por adm às 23:11 | link do post | comentar

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