Segunda-feira, 27 de Agosto de 2012

O mês de Setembro pode significar um rombo no orçamento familiar de quem tem filhos, a não ser que siga as dicas do Negócios. Em quatro estabelecimentos foi possível encontrar cabazes com o essencial para a escola a menos de dez euros. Mais: há kits económicos para todos os gostos.

É o que chamam "rentrée escolar": crianças e pais pelos super e hipermercados com listas na mão à procura dos melhores preços. Regra geral, os folhetos estão à entrada e antes de comprar é bom que analise quais as ofertas mais económicas. Se não tiver começado a poupar desde o início do ano para esta despesa extra, como seria ideal, saber onde estão os preços mais baixos é uma ajuda. 

Para evitar uma factura maior do que a sua carteira, há alguns aspectos que deve ter em atenção. Primeiro, faça uma lista de todo o material que o seu filho precisa. Verifique se ainda existe material do ano passado que possa ser utilizado e elimine-o da lista para este ano lectivo. É importante que as crianças tenham um olhar crítico sobre a lista e que sejam capazes de distinguir as suas verdadeiras necessidades dos caprichos. Por isso, devem ser envolvidos em todo o processo. Ao discutirem as prioridades com os pais, ficam mais sensibilizados para a questão do dinheiro. 

É uma óptima altura para introduzir o conceito de orçamento familiar e definir, à priori, quanto é que vão gastar com as compras deste ano. Esta é a melhor ferramenta que a família pode utilizar para saber quanto gasta e onde gasta o seu dinheiro. 

Antes de sair de casa, consulte os vários folhetos com as promoções de "regresso às aulas" e sinalize as opções mais económicas. Regra geral, as marcas brancas costumam ser as líderes dos preços baixos. Estes podem variar de estabelecimento para estabelecimento, mas uma coisa é certa: os artigos de fantasias tendem a ser mais caros. Por isso, é importante que tente resistir às compras impulsivas. Não se desvie da lista que elaborou e do orçamento que pré-definiu. Comprar online pode ser uma boa opção, quer para os manuais escolares quer para o material escolar. Na Staples, por exemplo, encontrámos vários artigos com preços reduzidos, exclusivos para compras online. 

Nesta altura, é comum encontrar alusões ao crédito quer em hipermercados quer em livrarias, mas tenha atenção. Antes de optar por esta forma de financiamento, faça contas e determine se o seu orçamento familiar aguenta mais essa dívida. Mais: quanto mais cedo começar a comprar o material escolar, melhor. Não deixe esta tarefa para a véspera. Atrasar esta decisão só vai fazer com que o seu cabaz fique mais caro, porque os artigos mais baratos podem ser os primeiros a esgotar. Os saldos de Verão também são uma boa oportunidade para comprar roupa para o ano que vem, bem como as lojas e centros comerciais "outlet". 


Vamos às compras
O Negócios fez a lista dos itens que considerou importante incluir no cabaz de material escolar e fez uma ronda por vários estabelecimentos comerciais, entre 21 e 23 de Agosto. Também pesquisou nos sítios on-line das superfícies sempre que tal foi possível. Regra geral, os cabazes estão mais baratos do que no ano passado, sendo que, este ano, foi possível encontrar todos os artigos da lista por menos de 10 euros em quatro estabelecimentos: Continente (8,88 euros), Jumbo (8,91 euros), Staples (9,40 euros) e E.Leclerc (9,87 euros). No Pingo Doce o cabaz ficou-nos a 13,22 euros (mais 40 cêntimos do que no ano passado), apesar de ter em vigor a campanha "Poupe metade do valor no regresso às aulas". Contudo, esta promoção só é válida para quem fizer compras de valor igual ou superior a 25 euros em supers e hipers, até 16 de Setembro. 

No Minipreço não foi possível encontrar todos os itens da listagem. Ficou a faltar a régua, esquadro, compasso, borracha, afia, separadores e as recargas. Encontrámos uma mochila básica Sports por 2,89 euros, um estojo Chenton por 84 cêntimos. três canetas EBBE por 0,49 euros, um conjunto com três lápis EBBE, uma borracha e uma afia pelo mesmo preço e um dossier Mitos por 1,99 euros.

Não considerámos conjuntos na tabela porque o objectivo era comprar cada artigo individualmente e, regra geral, a marca branca da superfície comercial foi a que apresentou melhores preços. 







Crédito para um curso exige garantia do Estado 

Os custos com o Ensino Superior vão muito além das propinas, sobretudo para quem muda de cidade. Conheça as alternativas de quem não pode pagar a formação "a pronto".


Tirar um curso superior pode ter-se tornado um luxo, sobretudo para as famílias que enfrentam o flagelo do desemprego, o que não quer dizer que deva adiar os seus sonhos. Antes de dizer "não" à sua formação académica estude as alternativas. A banca é uma delas, mas, tente falar com a sua família ou amigos chegados primeiro. O montante que precisa pode vir deles sem se comprometer com uma instituição financeira. O conselho vem da Deco - Associação Portuguesa para a Defesa dos Consumidores: "se lhe pagar uma taxa de juro superior à dosdepósitos a prazo, o negócio é vantajoso para ambas as partes", lê-se no sítio da associação. Mas não se esqueça: faça um contrato ou uma escritura pública para montantes acima de 20 mil euros. 

Contratar um crédito com penhor é outra das opções. Só precisa de ter um fundo de investimento, um plano de poupança reforma ou outra aplicação financeira cujo montante seja igual ou superior ao que vai pedir. Se não for esse o seu caso, então a linha de crédito com garantia do Estado é a solução mais económica. "Se o aluno tiver uma boa média e receber o capital de forma faseada, paga menos juros", segundo a associação. E exemplifica: para uma empréstimo até 25 mil euros, não exige livranças nem fiadores, libertando o dinheiro em tranches máximas de 5 mi euros. Além disso, têm um período de carência de capital até um ano após a conclusão do curso. Até lá, vai pagando os juros. Os bons alunos têm uma ajuda: as médias anuais entre 14 e 16 valores concedem um desconto de 35% no spread, ou seja, passa de 1% para 0,65%. Quem tem mais de 16, paga apenas 0,2%. 

A linha do Estado existe desde 2007, mas em 2011 ninguém pôde recorrer a ela. Foi retomada em Janeiro e a procura levou a que alguns bancos já não tenham dado resposta aos pedidos a partir de Junho, segundo fonte do Ministério da Educação e Ciência. A linha de crédito acaba a 31 de Agosto.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/h



publicado por adm às 23:52 | link do post | comentar

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