Quinta-feira, 30 de Agosto de 2012

Pedir emprestado ou adquirir livros em segunda mão têm mais adeptos. Lojas fazem promoções. Mas «velhos hábitos» de compra mantêm-se

A crise tem pouca voz na matéria quando o assunto é o regresso dos filhos à escola: a compra de material escolar e despesas com equipamento desportivo ou de informática ainda são um grande peso nas contas das famílias e os «velhos hábitos» mantêm-se. A conclusão é do Observatório Cetelem que estima que, em média, os portugueses vão dispender 507 euros no arranque do novo letivo, mais oito euros do que no ano passado. 

«Os comportamentos dos consumidores não diferem muito em relação ao ano transato. Mesmo num contexto económico de retração, as intenções de compra não se alteraram muito face a 2011», explicou Diogo Lopes Pereira, diretor de Marketing do Cetelem.

A verdade é que 89 por cento dos inquiridos pretende comprar materiais escolares novos, na sua maioria em papelarias(82%). Isto apesar de se registar uma ligeira mudança face ao ano passado, quando foram 99% os inquiridos a admitir comprar novos materiais.

Para compensar essa diferença, há mais portugueses a ponderar pedir emprestado (20%, contra os 13% de 2011) ou a optar pela comprar livros em segunda mão (18%, mais 7% do que no ano passado). Atualmente existem 98 bancos de recolha e troca voluntária de livros escolares em todo o país e podem ser encontrados online. Esta opção pode originar poupanças de 105 milhões de euros para o Estado.

Quanto aos locais de compra de livros escolares, outra novidade: há mais famílias a comprar pela Internet (8%, mais 1% face a 2011). As papelarias são, ainda, as grandes líderes, a conquistar a preferência de 82% dos inquiridos, seguidas pelos hipers e supermercados. 

Talvez por saberem disso, há vários espaços comerciais a fazerem promoções. No Freeport, em Alcochete, por exemplo, nos fins-de-semana de 1/2 e 8/9 de setembro várias marcas terão descontos a partir de 50%. A entrada custa entre 5 euros (bilhete individual) e 10 euros (bilhete família), mas é possível pedir um convite no site do Freeport. 

As grandes superfícies apostam em preços competitivos, oferecendo descontos com cartão e «oportunidades» que se prolongam até à segunda quinzena de setembro. Na publicidade, apostam em rostos bem conhecidos do público: a Stapples convidou David Carreira, o Continente escolheu o Boss AC. 

Também na net há promoções. O portal de vendas Leiloes.net, por exemplo, promete a venda de manuais, novos ou usados, a partir de 99 cêntimos, ao mesmo tempo que o site DeBorla oferece promoções.

Mas voltar às aulas não implica apenas a compra de livros, cadernos, canetas ou mochilas. Há também os gastos com vestuário, equipamento desportivo e artigos de informática. Nesta lista, é a necessidade de roupa e calçado que mais pesa: 74% ponderam comprar vestuário para os filhos. Seguem-se os artigos de informática (com 73% a admitir esses gastos), material desportivo (67%) e mais despesas com educação (63%). 

Gastos que exigem um esforço adicional às famílias, este ano mais pesado já que os materiais escolares estão mais caros e os passes dos transportes públicos para estudantes têm regras mais apertadas. 

Nestas circunstâncias, já 40% dos inquiridos admitem comprar o material escolar à medida das necessidades e não de uma só vez, conclui o mesmo estudo.

Isto sem esquecer a semanada dos estudantes: a média é de 20 euros, mas nota-se um apertar do cinto. A percentagem de pais que disponibiliza entre 11 e 20 euros era de 28% em 2011 e situa-se, agora, nos 19%, revelou o Cetelem.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e



publicado por adm às 18:38 | link do post | comentar

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