Domingo, 9 de Setembro de 2012

As famílias portuguesas tencionam gastar em média 507 euros com o regresso às aulas este ano. Aqui ficam alguns conselhos para evitar gastos excessivos.

Para a maioria dos portugueses o mês de Setembro costuma ser um mês negro para os seus orçamentos. O começo do ano escolar obriga as famílias com filhos a despesas extraordinárias com a compra dos manuais e do material escolar. Um estudo recente da Cetelem, mostra que os consumidores inquiridos tencionam gastar em média 507 euros este ano com o regresso às aulas. Os manuais escolares representam uma grande fatia desta despesa. Enquanto uma colecção de manuais para uma criança do primeiro ciclo pode custar 50 euros, para o caso de um adolescente que se no ensino secundário a factura com os manuais poderá atingir os 250 euros.

Embora não existiam fórmulas mágicas que permitam fazer desaparecer estes gastos, há pequenos gestos e soluções que permitem diminuir parte dos encargos. Em relação aos manuais escolares, por exemplo, as famílias poderão optar pela compra online nos sites das editoras para ter acesso a um desconto que ronda entre os 10 e os 15%. Outra opção poderá passar pelo recurso a um banco de troca de livros. Existem já vários movimentos que promovem as trocas gratuita de manuais para que eles possam ser utilizados de ano para ano. O mais conhecido é o movimento pela reutilização dos livros escolares, que já conta com perto de cem bancos de trocas espalhados por todo o país. Para ter mais informações sobre como se efectuam as trocas de manuais poderá consultar o site o movimento(www.reutilizar.org). Apesar dos portugueses tradicionalmente preferirem adquirir manuais escolares novos, a verdade é que a opção pelos livros em segunda mão está a ganhar força. Segundo o estudo da Cetelem no ano passado, 99% dos consumidores inquiridos afirmavam que costumavam comprar os livros escolares novos. Este ano, a percentagem de inquiridos que fez esta opção baixou para os 89%.

Mas não é apenas nos manuais que as famílias podem diminuir a factura do regresso às aulas. Também em relação à compra do material escolar, há alguns conselhos a ter em conta. Antes de se dirigir a uma papelaria ou hipermercado para fazer as compras faça uma revista ao material do ano passado para ver aquilo que poderá ser aproveitado e reutilizado. O passo seguinte é fazer uma lista com o material que os seus filhos irão utilizar, para evitar comprar items desnecessários. Mais uma vez, a opção pelos produtos de marca branca, em detrimento das marcas de referência poderá fazê-lo poupar muitos euros. Por exemplo, uma simples mochila poderá custar-lhe entre 10 euros e os 38 euros, consoante a marca escolhida.

Para que todos estes encargos não arruinem o orçamento familiar é imperativo que as famílias façam ao longo do ano um pé-de-meia para fazer face a estas despesas. O recurso ao crédito é sempre indesejável. No entanto, se precisar de liquidez para pagar o material escolar é preferível recorrer ao ‘plafond' do cartão de crédito para efectuar estes pagamentos, desde que salde a dívida dentro do período de crédito gratuito do cartão (entre 20 e 50 dias). Caso contrário, estará sujeito a taxas de juro muito elevadas que poderão atingir os 37,2%, segundo os dados do Banco de Portugal.

Trabalho publicado na edição de 7 de Setembro de 2012 do Diário Económico

 



publicado por adm às 18:06 | link do post | comentar

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