Sábado, 20 de Agosto de 2011

As famílias portuguesas vão gastar, em média, 499 euros com o regresso às aulas, um pouco mais de um salário mínimo, segundo revela um estudo do Observador Cetelem que será apresentado segunda-feira. É o primeiro estudo dedicado ao tema, pelo que não é possível comparar com os anos anteriores. Mas a deterioração da economia e o aperto orçamental estão reflectidos nos resultados.

"O objectivo principal do Observador Cetelem", explica a responsável Conceição Caldeira Silva, "foi o de perceber quais seriam as opções de compra dos consumidores num contexto económico bastante incerto." A equipa descobriu que no topo das prioridades estão o vestuário e calçado para as crianças (80%), seguidos de equipamentos desportivos (69%). As despesas com propinas e mensalidades de colégio aparecem em terceiro lugar (62%).

No entanto, clarifica a responsável pelo Observador Cetelem Portugal, não foi possível determinar padrões. "Não encontrámos um comportamento-padrão, mas antes tendências bastante divididas, o que revela que a crise ainda não está a afectar muito o consumo nesta época do ano", revela Conceição Caldeira Silva. O mesmo já não se passará no próximo ano, quando for realizada a segunda edição. "Prevemos que, em 2012, os resultados possam ser bastante distintos", admite.

De acordo com as conclusões do relatório, denominado "Intenções de compra dos portugueses no regresso às aulas", a grande maioria das famílias irá gastar até 500 euros. O intervalo de famílias que pretende gastar até 250 euros é de apenas 28%, sendo que os valores divergem conforme o número de elementos do agregado familiar que está na escola. De facto, se isolarmos as famílias com dois estudantes, o gasto médio sobe para 547 euros.

Outro dado interessante do estudo, que inquiriu 600 portugueses, prende-se com o número de adultos que também está em situação escolar - 8% do total. Esta faixa tem um comportamento diferente no que toca ao local onde o material escolar é comprado e o momento em que o fazem. Por exemplo, a opção de compra pela internet - que muitas vezes oferece promoções exclusivas - é bastante maior. Também aqui os adultos preferem comprar o material por fases, em vez de o fazerem num momento único.

O Observador Cetelem 2011, conduzido pela empresa de estudos de mercado Nielsen para a marca do grupo BNP Paribas, indica também o orçamento para as despesas no quotidiano escolar: a maioria dos estudantes irá receber uma semanada de 24 euros para as despesas na escola, desde alimentação a papelaria.

Quanto ao local de compra, as papelaria ganham vantagem face a todos os outros locais, seguidas dos hipermercados. A internet, no caso de os estudantes serem crianças, é opção residual, apesar dos preços vantajosos.

O mesmo se passa com livros emprestados ou em segunda mão: praticamente todos os inquiridos revelam que compram os livros escolares novos.  

Ensino privado sofre com a crise

A redução dos orçamentos disponíveis terá efeito no ensino privado, segundo as conclusões do estudo. O Observador Cetelem revela que 25% dos inquiridos com filhos a estudar no ensino privado pretendem transferi-los para escolas públicas, sendo "motivos financeiros" a razão indicada. Apesar de ser uma base pequena - do total de inquiridos, 90% tem os filhos na escola pública - este é já um sintoma da crise. 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/



publicado por adm às 23:01 | link do post | comentar

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