Sábado, 9 de Julho de 2011

O início de um novo ano escolar representa sempre um acréscimo das despesas. Para que não se torne uma dor de cabeça, siga algumas regras para facilitar a tarefa

 

Não deixar tudo para a última hora e tentar não comprar tudo o que agrada ao filho são alguns dos pequenos truques usados por Carla Rodrigues para que o regresso às aulas não se torne "um pesadelo e muito menos um descalabro orçamental". A comercial com 42 anos admite que ao início era mais difícil resistir aos pedidos do filho que queria a mochila e os cadernos da moda, mas com a prática dizer não foi--se tornando cada vez mais fácil. "É claro que compro alguns mimos ao Hugo e todos os anos acabo por comprar um ou outro material que gosta mais, mas com a idade ele foi compreendendo que não se pode comprar tudo o que se quer, e muito menos comprar tudo o que passa na televisão."

Este não é um caso isolado. Fazer uma verdadeira ginástica orçamental nesta altura do ano é cada vez mais comum junto da maioria das famílias portuguesas. O regresso às aulas está prestes a começar e esta nova etapa implica sempre gastar algum dinheiro extra: roupa, calçado, livros, mochila e mais outras mil e uma coisas novas para a escola. Se para as crianças representa uma fase entusiasmante, para os pais nem sempre isso acontece porque traduz-se sempre em despesas acrescidas.

O ideal seria que os pais começassem a poupar algum dinheiro extra com alguma antecedência para que esta altura fosse vivida de forma mais desafogada. Segundo a assessora da Associação de Defesa do Consumidor (Deco) Graça Cabral, seria muito mais simples para as famílias se começassem a pôr algum dinheiro de lado todos os meses desde o início do ano ou parte do subsídio de férias, mas a verdade é que isso nem sempre acontece. "Todas das famílias deveriam fazer um pé-de-meia para esta altura e devem comprar os materiais à medida que vão precisando", salienta. 

Mas para os pais que começaram a pensar nisso agora, o melhor é não perder muito mais tempo. Comece por fazer uma lista do material que precisa, estabeleça um valor máximo do que pretende gastar e tente seguir tudo à risca. É muito mais fácil não ultrapassar o orçamento e evitar gastos supérfluos quando sabe exactamente do que vai precisar. Fazer as melhoras escolhas pode, em muitos casos, representar poupanças de largos euros. 

A verdade é que ir a um hipermercado nesta época com o seu filho pode não ser uma tarefa fácil. Corredores e corredores de material para todos os gostos e preços podem representar uma verdadeira tentação, principalmente para os mais consumistas. 

Cuidados a ter

Mas o início do ano não representa apenas comprar material novo. 

Não se esqueça de que os manuais são agora válidos por mais anos, por isso, se tiver mais do que um filho e se eles tiverem menos de seis anos de diferença, então é provável que os manuais escolares possam ser reutilizados. Uma outra alternativa passa por procurar junto das famílias e amigos se podem emprestar os livros escolares.

Evitar recorrer "a todo o custo" ao crédito é outro conselho da responsável da Deco. "Esta ideia pode ser tentadora, mas é perigosa. No final, os consumidores acabam por pagar muito mais do que vão gastar, devido aos juros que são cobrados." 

Mas as decisões não passam apenas pelo ponto de vista económico, há também que ter em conta outros factores, como a escolha das mochilas. Se esta for mal feita, pesada e transportada de forma incorrecta, pode ser prejudicial para a coluna vertebral das crianças. Quando estiver vazia não deve pesar mais de meio quilo, e quando incluir o material não pode pesar mais de 10% do peso corporal. Se o peso for superior deverá optar por uma de rodas.

 

Seguros escolares. Conheça as coberturas e as exclusões

O regresso às aulas nem sempre é fácil e é preciso pensar em todos os imprevistos. Para isso é que existem os seguros. A Associação de Defesa do Consumidor (Deco) analisou a oferta existente nesta área e chegou à conclusão de que o seguro das escolas públicas apresenta falhas graves, isto embora seja mais abrangente do que a maioria das privadas. Segundo a associação, além das exclusões graves, as escolas não distribuem uma cópia da apólice do seguro escolar aos encarregados de educação. E, por essa razão, estes desconhecem os direitos em caso de acidente.
Os seguros disponibilizados nas escolas cobrem os acidentes durante a actividade escolar ou na ocupação de tempos livres. Mas quando os alunos se encontram fora do espaço da escola é apenas válido em excursões, aulas práticas, estágios, visitas de estudo e todas as outras actividades que tenham sido organizadas. Estão também cobertos os acidentes ocorridos no trajecto entre a residência dos alunos e a escola, e vice-versa. 
O seguro escolar não paga, no entanto, acidentes ocorridos no estabelecimento de ensino em actividades cuja organização não seja da responsabilidade da escola, em situações de cataclismos da natureza – como furacões ou sismos – ou no resultado de desordens. 
No caso de ser activado, o seguro paga a totalidade das despesas de tratamento não comparticipadas pelo sistema de protecção social do aluno, como o Serviço Nacional de Saúde.
Está também prevista a cobertura de responsabilidade civil. Ou seja, estão ainda garantidos os danos causados a terceiros por parte do aluno quando se encontra sob tutela do estabelecimento de ensino ou no trajecto para a escola, se a responsabilidade for sua.

fonte:http://www.ionline.pt/



publicado por adm às 19:28 | link do post | comentar

tags

actualidade

apoios

atualidade

benefícios fiscais

crise

custos

dicas para poupar dinheiro

educação

ensino superior

livros

livros escolares

manuais escolares

material escolar

noticias

portugal

regresso às aulas

saúde

universidade da terceira idade

vagas

verão

todas as tags

links
subscrever feeds