Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

O que (não) deve fazer



O tema do regresso às aulas e da inevitável compra do material escolar já foi, certamente, falado mais do que uma vez na sua casa.

Com o aproximar do mês de setembro as campanhas publicitárias e as superfícies comerciais recordam, mesmo aos mais distraídos, que o período de descanso está a terminar.

Frases como «Mãe, temos de ir comprar os livros», ou «Pai, vi uns cadernos muito giros hoje! Compras-me?» surgem diariamente e começam, por um lado, a inquietar os mais jovens e, por outro, a preocupar os adultos devido ao impacto financeiro que acarretam no orçamento mensal. É exatamente para que consiga evitar desequilíbrios que gostaria de deixar alguns conselhos.

Quem planeou esta despesa logo no início do ano ou quando recebeu o subsídio de férias, o que é desejável, não terá agora grandes constrangimentos orçamentais. No entanto, quem não o fez deverá reavaliar o seu orçamento mensal e ver que despesas poderá cortar ou reduzir para fazer face a estes custos suplementares.

Sugiro que os pais definam, em conjunto com os filhos, o que realmente é necessário adquirir e o que pode ser reutilizado do ano anterior. Depois de chegarem a acordo sobre o material necessário e de elaborada a lista de compras, definam o orçamento disponível para estas despesas e façam uma pesquisa de mercado, quer através dos sites, quer de folhetos de superfícies comerciais ou até mesmo em visita às mesmas.

Lembre-se que pode sempre pedir emprestados ou trocar manuais ou outros materiais em bom estado, para que os mais pequenos tenham sempre novidades. O mesmo se aplica ao vestuário, uma vez que estamos na época de renovar o guarda-roupa.

Tendo em conta que esta é uma época ótima para incutir noções de educação financeira, já que a motivação dos jovens para o tema é muito elevada, envolva-os em todo o processo. Assim, na ida às compras, responsabilize os seus filhos não só pelo cumprimento da lista e do orçamento definido.

Esta responsabilização permite aos mais jovens fazer escolhas de forma a não ultrapassar o orçamento estabelecido e perceber os limites. Apoie os mais jovens na tomada de decisão, mostrando-lhes, por exemplo, a diferença de preços entre as várias marcas. E, porque muitas vezes o material comprado não se coaduna com o pretendido pelos professores, aconselho-o a comprar apenas o que é necessário e comum a todas as disciplinas.

Isto permite-lhe, por um lado, dividir as despesas pelos meses de setembro e outubro, já que as aulas começam a meados de setembro e os professores dão alguma margem para a aquisição de materiais específicos.

Por outro lado, possibilita-lhe evitar despesas com material que depois poderá não ser utilizado.

Na aquisição dos manuais escolares, opte por comprar através da internet, uma vez que se conseguem descontos sobre o preço de capa. Analise os preços dos livros nos sites das editoras, livrarias e em grandes superfícies comerciais para perceber quais são os mais vantajosos para si.

Se optar por adquirir livros em segunda mão, poderá recorrer a conhecidos, mas também pode optar por leilões na internet. Em suma, o importante é que estes gastos não signifiquem um desequilíbrio no orçamento familiar e que esta época seja aproveitada para dar formação financeira aos seus filhos.

Texto: Susana Albuquerque (secretária-geral da ASFAC e especialista em finanças pessoais)

fonte:http://familia.sapo.pt/



publicado por adm às 23:14 | link do post | comentar

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