Quarta-feira, 15.08.12

O espírito ainda é de praia, mas o arranque das aulas já tem data marcada para breve. Setembro é o mês em que o orçamento familiar tem de ter em conta as despesas com livros e material escolar. 

Um estudo de uma entidade de crédito, a Cetelem, concluiu que as famílias portuguesas, ainda que em momento de crise, esperam investir em média 507 euros em material e livros escolares. São mais 8 euros do que no ano passado. A fatura atinge rapidamente valores pesados para a carteira.

Alternativa: reciclar ou pedir emprestado

Reciclar material do ano anterior, pedir livros emprestados ou recorrer a marcas mais em conta são algumas estratégias e justificações para que nos escalões em que as famílias pretendem gastar até 250 euros ou entre 250 e 500 euros a percentagem tenha descido este ano. 

Ainda assim, o mesmo estudo dá conta de que o valor médio gasto por pessoa terá um aumento dos 381 para os 384 euros.

Famílias endividam-se para comprar material

Valores que muitas vezes irão ser pagos com o cartão de crédito: 30% dos inquiridos admite recorrer a este meio de pagamento e 11% dão já mesmo essa certeza.

Para se chegar a estas conclusões, foram entrevistados 600 portugueses entre os 18 e os 65 anos.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 22:48 | link do post | comentar

Terça-feira, 14.08.12

Os portugueses têm aderido cada vez mais à compra e venda de artigos em segunda mão, através de sites de leilões online, onde se anunciam bens que já não se usam a preços bem competitivos para quem os adquire. Em Portugal há três sites principais no ramo dos leilões, todos têm sido procurados por pais que querem vender e comprar manuais escolares em segunda mão, a preços low-cost.

Os anúncios somam-se e os preços são bem inferiores aos praticados no mercado:

Leiloes.net, portal líder em vendas por leilão, lançou a campanha Regresso às Aulas que tem por objetivo divulgar os mais de 2.500 produtos relacionados com o novo ano escolar, nomeadamente os manuais escolares usados que podem reduzir de forma significativa o valor da fatura do regresso às aulas das famílias.

Na categoria Manuais Escolares este site disponibiliza 2354 livros que se dividem em livros novos e usados, cadernos de exercícios, livros de revisões, cadernos, estojos de lápis e canetas, mochilas, calculadoras cientificas e até computadores Magalhães e tablets (veja aqui).

No Miau, outro site de leilões, existem cerca de 350 manuais escolares e mais de 1400 objetos para ajudarem no dia-a-dia na sala de aula. Os preços podem ir dos 50 cêntinos aos 70 euros. Podem ser adquiridos de forma individual ou em grupo - há mesmo quem esteja a vender livros do 4º ao 12º anos (veja aqui).

No Coisas, também existem livros escolares em segunda mão à venda. O site tem mais de 300 ofertas com a procura manuais escolares e mais de 1400 quando se procura por livros escolares. Aqui podem ver-se pais à procura de manuais e pais à venda dos manuais antigos dos filhos(veja aqui).

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/



publicado por adm às 22:18 | link do post | comentar

Domingo, 12.08.12

Os portugueses preveem gastar mais dinheiro em 2012 com o regresso às aulas, aumentando a média de custos de 499 para 507 euros. A crise veio trazer várias alterações aos planos dos consumidores, que agora pretendem pedir mais livros emprestados ou em segunda mão, usar mais o cartão de crédito e reduzir a mesada dada aos filhos.

Esta despesa de 507 euros refere-se a uma média de 1,32 pessoas – o que significa que cada aluno custa 384 euros. No caso de de haver dois filhos a estudar, os custos sobem consideravelmente.

As conclusões são do novo Observador Cetelem: Intenções de Compra dos Portugueses no Regresso às Aulas. O estudo indica que aumentou a percentagem de inquiridos com filhos em idade escolar – de 24% em 2011 para 28% em 2012 – mas diminuiu o número de adultos que são eles próprios estudantes (de 8% para 7%).

Uma das consequências da redução dos orçamentos é a procura de alternativas. Os inquiridos mostram-se este ano mais interessados em adquirir livros escolares em segunda mão (subiu de 11% para 18%) e pedir livros emprestados (subiu de 13% para 20%). Também irão comprar menos em papelarias e mais em hipermercados, sendo que aumentou a procura na internet e em venda direta.

Outro dado importante do estudo é o modo de pagamento: 30% dos portugueses vão usar o cartão de crédito para pagarem pelas compras no regresso às aulas, um aumento de 13,3% face a 2011.

Por outro lado, aumentou 54% a percentagem de famílias que vão gastar entre 500 e 750 euros. Isto apesar de ter baixado a intenção de compra de vestuário, calçado e equipamento de desporto, bem como artigos de informática, computadores e telemóveis. A subida generalizada dos preços pode justificar esta expectativa.

Quando à disponibilização de semanada para despesas na escola, a média baixa de 24 para 23 euros, sendo que a maior fatia (24%) dá até dez euros aos filhos por semana. De assinalar que, em 2012, há mais portugueses com filhos em idade escolar: 28%, um acréscimo de 16,6%. 

Esta é a segunda edição do estudo, que arrancou no ano passado para entender as opções de compra "numa economia incerta". 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/E



publicado por adm às 23:53 | link do post | comentar

Sábado, 11.08.12

Os portugueses preveem gastar mais dinheiro em 2012 com o regresso às aulas, aumentando a média de custos de 499 para 507 euros. A crise veio trazer várias alterações aos planos dos consumidores, que agora pretendem pedir mais livros emprestados ou em segunda mão, usar mais o cartão de crédito e reduzir a mesada dada aos filhos.

Esta despesa de 507 euros refere-se a uma média de 1,32 pessoas – o que significa que cada aluno custa 384 euros. No caso de de haver dois filhos a estudar, os custos sobem consideravelmente.

As conclusões são do novo Observador Cetelem: Intenções de Compra dos Portugueses no Regresso às Aulas. O estudo indica que aumentou a percentagem de inquiridos com filhos em idade escolar – de 24% em 2011 para 28% em 2012 – mas diminuiu o número de adultos que são eles próprios estudantes (de 8% para 7%).

Uma das consequências da redução dos orçamentos é a procura de alternativas. Os inquiridos mostram-se este ano mais interessados em adquirir livros escolares em segunda mão (subiu de 11% para 18%) e pedir livros emprestados (subiu de 13% para 20%). Também irão comprar menos em papelarias e mais em hipermercados, sendo que aumentou a procura na internet e em venda direta.

Outro dado importante do estudo é o modo de pagamento: 30% dos portugueses vão usar o cartão de crédito para pagarem pelas compras no regresso às aulas, um aumento de 13,3% face a 2011.

Por outro lado, aumentou 54% a percentagem de famílias que vão gastar entre 500 e 750 euros. Isto apesar de ter baixado a intenção de compra de vestuário, calçado e equipamento de desporto, bem como artigos de informática, computadores e telemóveis. A subida generalizada dos preços pode justificar esta expectativa.

Quando à disponibilização de semanada para despesas na escola, a média baixa de 24 para 23 euros, sendo que a maior fatia (24%) dá até dez euros aos filhos por semana. De assinalar que, em 2012, há mais portugueses com filhos em idade escolar: 28%, um acréscimo de 16,6%. 

Esta é a segunda edição do estudo, que arrancou no ano passado para entender as opções de compra "numa economia incerta". 

fonte:http://www.dinheirovivo.pt/



publicado por adm às 22:43 | link do post | comentar

Domingo, 29.07.12

Na internet, há manuais escolares em segunda mão à venda por 99 cêntimos, uma alternativa de poupança para as famílias que chegam a gastar 400 euros com o início das aulas.

Hipermercados, cadeias livreiras e até papelarias de bairro já começaram as campanhas promocionais de livros e material escolar. Mas, para muitas pessoas, a poupança faz-se sem sair de casa.

No site ‘leilões.net’ há milhares de livros usados à venda. No total são quase 200 anúncios e alguns oferecem manuais a 99 cêntimos.

O ‘venderlivros’ tem mais de 200 ofertas e no site ‘OLX’ estão quase mil anúncios. Nos últimos dias, as propostas on-line dispararam: na quinta-feira, por exemplo, foram colocados mais de 60 novos anúncios no OLX.

No início da semana, Maria Cristina Carvalho, de Vila Franca de Xira, foi uma das utilizadoras que pôs um anúncio no OXL: vende 52 manuais do 1º ao 8º ano. Maria tem esperança no negócio, apesar de reconhecer que a sua oferta é «apenas uma entre milhares».

Caso tenha sucesso, o dinheiro será usado para comprar livros dos dois filhos: «Um vai para o 7º e outro para o 9º. São cerca de 400 euros, só em livros», contou à Lusa.

Na internet há milhares de livros a preços de saldo e há quem consiga poupar mais de 100 euros.

Carla Rocha, de Setúbal, usa este sistema desde que o filho entrou para o 6º ano.

«Nos dois primeiros anos poupei dois terços do valor que teria de gastar se comprasse novos», conta à Lusa. Em 2011, «ano mais fraco do negócio», economizou 80 euros e os manuais estavam todos em «bom estado».

No entanto, ainda são poucos os que recorrem a esta opção e não é nas mochilas das crianças mais carenciadas que andam os materiais em segunda mão.

«Os alunos do escalão A recebem os livros gratuitamente e os do escalão B têm de apresentar as facturas para receberem apoio escolar social. Os outros alunos é que usam livros usados, mas não são muitos», garante a professora da escola primária da Trafaria, Carla Gonçalves.

Maria Carvalho ficou desempregada e este ano tem direito a apoio escolar, por isso não deverá comprar livros usados: «É preciso entregar factura para receber o apoio e na net ninguém a passa», desabafa. No entanto, «se encontrar os livros todos por 150 euros nem penso duas vezes».

É que quem recebe apoio social tem de avançar primeiro com o dinheiro e só depois é ressarcido. Só os mais carenciados recebem os livros gratuitamente.

É o caso da neta de João D. (nome fictício). A menina, de oito anos, beneficia desde o 1º ano do apoio social escolar, mas muitas vezes começa as aulas sem ter todo o material.

«Os livros vão chegando a conta-gotas», lamenta o avó, explicando que a neta «já está habituada a esta situação, que ultrapassa muitas vezes com recurso a fichas e aos livros do colega do lado».

Entretanto, no ano passado surgiu um novo movimento de troca de livros: o «Banco do Livro Escolar – Troca Gratuita de Livros Escolares». Tem uma página no Facebook com 10 mil amigos e 60 bancos de recolha e troca gratuita de manuais espalhados pelo país.

De acordo com um levantamento feito pela Lusa, em média, uma família com uma criança no ensino básico gasta cerca de 50 euros. Já no 2º ciclo, o valor sobe para 100 e no 3º ciclo a factura dos manuais escolares pode chegar aos 300 euros.

A venda e compra de livros usados online também acontece no ensino superior. Na net há quem venda «todos os livros do curso de Direito» a metade do preço e garanta que estão «como novos».

fonte:Lusa/SOL



publicado por adm às 11:00 | link do post | comentar

Quinta-feira, 19.07.12

Se o Estado avançasse com a regulamentação do empréstimo de livros escolares poderia poupar «105 milhões de euros em três anos». As contas foram feitas pelo Movimento pela reutilização dos livros escolares.

Criado no verão de 2011, este movimento conta já com 60 bancos de recolha e troca gratuita de manuais espalhados pelo país e deseja que o Governo regule rapidamente o empréstimo destes livros.

Fundado pelo explicador de matemática do Porto Henrique Trigueiros Cunha, em agosto do ano passado, através da rede social Facebook, o Movimento tem como «único objetivo tornar a reutilização de livros escolares uma prática universal em Portugal».

E argumenta: «Como é que num país falido o Estado contínua a gastar milhões de euros por ano com a compra de livros escolares para famílias que recebem apoios da ação social»?.

O responsável lembrou à Lusa que a realidade portuguesa «é única na Europa, porque em todos os outros países, a começar pela Noruega, há um sistema formal ou informal que promove a troca de manuais».

Henrique Cunha classificou o Movimento como «um sucesso», afirmando que, mais do que estar a ajudar as famílias que têm dificuldades económicas, este movimento pretende incentivar a troca e mostrar que tal é possível e simples.

«Nunca imaginei que o Movimento crescesse como cresceu», confidenciou, desconhecendo os milhares de livros que foram já movimentados.

Na sua opinião, «ou Portugal está em crise para tudo ou não está em crise para nada» e a troca de manuais «é uma evidência», sendo por isso mesmo que o movimento cresceu tão depressa.

Nos bancos de troca gratuita de livros espalhados um pouco por todo o país, e já nos Açores, não há reservas nem se aceitam listas, porque os voluntários chegaram «a um ponto comum: ao princípio do valor acrescentado zero».

«Compete ao Governo encontrar a solução. A minha iniciativa é apenas a de alertar, mostrar que eu e mais 60 bancos de recolha e troca de manuais escolares queremos muito falar sobre a reutilização dos livros».

Para Henrique Cunha, é evidente que todas as famílias que têm que comprar manuais escolares questionam o porquê de gastar dinheiro em livros que não servem para mais nada.

«Este é um problema de educação e penso que só um embaraço pode estar a atrasar a regulamentação» do empréstimo dos manuais.

Henrique Cunha referiu que, desde meados de junho, o número de visitas à página do Movimento no Facebook e na internet (reutilizar.org) «subiu vertiginosamente», considerando que este sinal traduz as preocupações dos encarregados de educação em preparar o arranque do próximo ano letivo.

«Estamos a receber cerca de 50 mil visitas por dia», disse, referindo ainda que são as mulheres quem mais visitam as páginas (80%).

Para o fundador, o movimento é uma forma de «dar um bocadinho do tempo a uma causa», que conta já com o apoio de diversas autarquias, como Faro, Vale de Cambra e Vila Franca de Xira.

São aceites livros escolares do 1.º ano ao 12.º ano, sendo que o promotor apela aos «universitários a entregarem os seus livros do secundário», porque são os que mais rareiam nas prateleiras dos bancos.

Em setembro de 2011, a Assembleia da República recomendou ao Governo a regulamentação para o empréstimo de livros escolares.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 22:52 | link do post | comentar

Domingo, 15.07.12

Esta segunda-feira arrancam as candidaturas ao ensino Superior. Este ano, há 52 298 vagas - menos 1202 do que em 2011. Os cursos de Educação sofrem um corte de 20%. As engenharias oferecem um quarto das vagas.

 

Só em cursos de Informática, há 3390 vagas - é das maiores ofertas disponibilizadas, juntamente com Gestão (2223), Enfermagem (1993), Direito (1342) e Medicina (1321).

No despacho de fixação das vagas, publicado em junho, é recomendado às instituições a aposta nos cursos de Matemática, Engenharias, Informática e Ciências. Mas a primeira, fica-se pelas 354 vagas, bem longe das 12 387 vagas nos diversos cursos ligados a engenharias e que representam 23,7% do total de lugares disponibilizados.

No total, este ano há 52 298 vagas - menos 1202 do que em 2011. O despacho já previa o congelamento de lugares, exceto quando as instituições comprovam a empregabilidade dos cursos. No comunicado enviado às redações, o Ministério da Educação e Ciência defende que a redução (2,2%) "é inferior ao número de vagas" que sobrou em 2011, após a terceira fase de de colocações: 7884 (14,7%). A Universidade do Algarve é a que perde mais vagas em relação a 2011 - 199. No ensino politécnico, é o Instituto do Cávado e Ave (menos 220 lugares).

A primeira fase vai decorrer até 10 de agosto e, à semelhança do ano passado, os alunos só podem candidatar-se via online.

Para o presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior, o corte não é significativo. "Há efetivamente vagas que nunca são preenchidas, mais no privado do que no público e mais no politécnico do que no universitário. Mas também não há vantagem em reduzir", frisa Alberto Amaral ao JN, defendendo que a rede deve antes ser racionalizada através dos cursos com poucos alunos inscritos e baixa taxa de empregabilidade.

"Decisão empírica"

O corte de 20% nos cursos de Educação consta do despacho de fixação das vagas. Das 1.426 vagas de 2011, são este ano disponibilizadas 1.182. Para o secretário-geral da Federação Nacional de Professores, a medida visa claramente reduzir o número de docentes nas escolas e centros de emprego. No entanto, é "uma decisão empírica, não fundamentada em nenhum estudo", diz Mário Nogueira. Porque se é certo que haverá menos alunos com a quebra da taxa de natalidade, haverá mais nas escolas com o alargamento da escolaridade obrigatória.

De acordo com o INE, o desemprego docente subiu 120% no último ano. Em média, saem diariamente do país dez enfermeiros. Aos alunos são disponibilizadas 1993 vagas em cursos de enfermagem - menos 6 do que em 2011.

fonte:http://www.jn.pt/




publicado por adm às 11:38 | link do post | comentar

Segunda-feira, 12.09.11

Cortes na despesa dominam as preocupações de pais e docentes. E o desemprego atinge um valor recorde entre os contratados. Mais de um milhão de alunos iniciam as aulas até 5ª-feira

É assim no país e não será diferente nas escolas. A crise obrigou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a cortar a despesa e os efeitos já se sentem: com menos 4500 professores contratados do que em 2010 e um controlo apertado sobre a contratação de outros técnicos, o ano letivo começa com menos recursos e uma dor de cabeça para os diretores, que terão de fazer mais com menos.

"A colocação de todos os professores é um dos aspetos fundamentais para o início normal das aulas. E só quinta-feira à tarde (já com o ano letivo oficialmente iniciado) as escolas foram autorizadas a começar a contratação de técnicos para os cursos profissionais e de educação e formação. Já os mais de 100 territórios educativos de intervenção prioritária (estabelecimentos de ensino com populações em risco) continuam à espera de autorização para recrutarem psicólogos e outros técnicos", lamenta Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Se uns chegarão mais tarde, outros não virão de todo. As alterações na organização do ano letivo e nos currículos (ver texto relacionado) fizeram diminuir o número de contratações. No caso do Agrupamento de Cinfães (distrito de Viseu), dirigido por Manuel Pereira, são menos cerca de 30 professores em relação a 2010. "Os alunos chegam a ficar nove horas na escola. Os docentes estão sobrecarregados com turmas. Não sei como vamos conseguir acompanhá-los na biblioteca ou no apoio ao estudo".

Também na Secundária de Felgueiras nem todos os professores estão colocados. "Temos 14 técnicos especializados ainda em falta", confirma o diretor, Pedro Araújo. Com menos um adjunto na direção, menos uma dezena de contratados e um corte nas horas atribuídas às escolas para várias tarefas haverá "trabalho acrescido", antecipa.

Escolhas limitadas


Regresso às aulas: menos professores e menos dinheiro
 
 

A começar pelas direções, explica o presidente da ANDE. "Até aqui o diretor podia atribuir funções de assessoria à direção ao docente mais habilitado para essa tarefa, atribuindo-lhe em contrapartida uma redução do horário letivo. Agora, a escolha terá de ser limitada aos professores que, pela idade e tempo de serviço, já beneficiem de uma redução das horas de aulas, exemplifica. São profissionais que estão mais em fim de carreira e, nalguns casos, já em desinvestimento".

A mesma lógica aplica-se a outros projetos das escolas e que ficaram sem horas consignadas. No Agrupamento de Cinfães, por exemplo, o crédito horário atribuído passou de 88 horas para 14. O raciocínio é simples: quanto menos horas para tarefas que não dar aulas, menos necessidade há de contratar docentes.

Manuel Esperança, presidente do Conselho das Escolas, admite as dificuldades mas defende que é prematuro antecipar problemas: "Vamos ver como correm as coisas. No final do ano comunicaremos ao ministro os constrangimentos causados".

As preocupações com os cortes estendem-se aos pais, que temem um desinvestimento em recursos considerados fundamentais, como psicólogos e outros técnicos que apoiem os alunos com mais dificuldades e façam a ligação com as famílias, diz José Ascensão, da Confederação das Associações de Pais (Confap). A esta junta-se o preço dos manuais escolares. "Mesmo não havendo aumentos, o rendimento das famílias é menor. Logo, são mais caros". A situação agrava-se no caso das famílias que têm os livros e o material comparticipados. O despacho que regula os apoios sociais ainda não saiu e até lá é-lhes pedido que adiantem as compras. "É inconcebível que peçam isto a quem não tem dinheiro", critica.

Em busca de um horário


Racionalizar recursos é a palavra de ordem e o processo não ficará para aqui. Ao todo, são menos €500 milhões que o MEC terá para gastar em 2012, incluindo o ensino superior (ver entrevista) e que se somam aos €800 milhões cortados este ano. O fecho de quase 300 escolas ou a eliminação da disciplina de Área de Projeto e redução do Estudo Acompanhado já estão a contribuir para essa meta. Garantir melhores condições de ensino e reforçar as aulas de Português e de Matemática são os objetivos imediatos, justifica o Ministério. Mas há o reverso da medalha: a tutela precisou de menos 4500 professores contratados este ano.

Os sindicatos são unânimes em considerar que as escolas precisam de mais recursos. Mas, ainda que abrissem mais vagas, os números não bateriam certo, admite João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, que elege o desemprego como o problema mais assustador. "Não podemos ignorar que dos mais de 47 mil candidatos com diploma para serem professores, só 12 mil conseguiram colocação no concurso. Há 15 mil com formação para professor de 1º ciclo! O Estado andou a enganar as pessoas, dando formações de banda estreita em áreas onde não existe esse emprego".

Para os 35 mil que ficaram de fora, começa agora a saga semanal em busca de um horário de substituição. Sendo certo que só uma minoria o conseguirá. Os números levaram um grupo de docentes a marcar para hoje, em Lisboa, uma concentração de protesto. Será a primeira que o ministro Nuno Crato irá enfrentar.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/



publicado por adm às 23:46 | link do post | comentar

Nas 16 Escolas do Turismo de Portugal, o ano lectivo arranca a 27 de Setembro, data comemorativa do Dia Mundial do Turismo. A 2ª fase de candidaturas encerrou com 1.450 candidatos, superando largamente as 1.092 vagas disponíveis. Antecipa-se assim um aumento no número de novos alunos de formação inicial nas nossas escolas de hotelaria e turismo e a manutenção da tendência de aumento deste número, que cresceu 21% nos últimos 3 anos.

Além de representar um sinal de reconhecimento da qualidade da formação nas Escolas do Turismo de Portugal, pode considerar-se que a elevada procura destes cursos é também resultado do investimento dos últimos anos nas equipas de gestão e de formadores, infra-estruturas e equipamentos, bem como da parceria estratégica com a Ecole Hôtelière de Lausanne e maior exposição internacional dos alunos.

Por outro lado trata-se também do reconhecimento perante a oportunidade de futuro que o sector do turismo representa, enquanto principal actividade exportadora nacional e um dos maiores motores da economia nacional, e a consequente aposta em formação numa área com uma elevada taxa de empregabilidade. O estudo de inserção profissional realizado em 2010 registou uma taxa de atividade dos alunos de 80%, seis meses após a conclusão do curso, sendo que 64% dos alunos que procuraram emprego encontrou uma colocação ao final de um mês.

fonte:http://enewsletter.turismodeportugal.pt/



publicado por adm às 21:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 09.09.11
Identifique os artigos que pode reutilizar no próximo ano lectivo, faça a lista do que tem de comprar, defina o montante e procure o super ou hipermercado mais em conta. O Negócios dá uma ajuda.

As campanhas de "Regresso às aulas" proliferam pelas superfícies comerciais. Das maiores às mais pequenas, não há nenhuma que não tente atrair as famílias com cabazes económicos que têm o essencial para a escola. Em ano de austeridade, cortes salariais e aumento do custo médio de vida, o melhor é tentar reutilizar o máximo de material escolar que puder. Se puder, tente encontrar os manuais escolares entre amigos e familiares e "reciclá-los" sempre que possível. Pesquise nos sítios se há opções mais baratas. No Leiloes.net, por exemplo, é possível comprar manuais usados por cerca de 7,50 euros. 

O ideal é que comece a poupar desde o início do ano para esta despesa extra e inclui-a no orçamento familiar. Evita que as suas férias terminem com um sabor amargo a carteira vazia e faça as suas compras mais descansado. Se isso não tiver acontecido, procure poupar onde puder no orçamento de Setembro. Saia de casa com a lista feita e com um montante total já definido. Por muito que custe, tente resistir aos bonecos, marcas de roupa, ao impulso e aproveite os produtos de marca branca. 

A maior parte dos super e hipermercados já vendem cabazes com o essencial para a escola a um preço reduzido. No Jumbo, o Kit Económico custa 6,89 euros e inclui um caderno Mitos a 1,49 euros, um conjunto com 12 lápis de cor, de cera, de aguarela, dois lápis de carvão, uma esferográfica azul, outra verde, uma borracha, um tubo de cola, uma tesoura, uma afia e uma régua de 15 centímetros, por 3,39 euros. O estojo custa 56 cêntimos e a mochila, disponível em quatro cores, custa 1,45 euros. 

No E.Leclerc, por 6,99 euros traz para casa uma mochila (3,45 euros), protecção para cadernos (0,20 euros), tesoura (0,30 euros), borracha branca (0,35 euros), um conjunto de 12 lápis de cor (0,50 euros), outro de desenho com transferidor, régua e esquadro (0,35 euros), um estojo redondo (0,59 euros), quatro esferográficas (0,30 euros), um apara lápis com depósito (0,30 euros), quatro lápis HB com borracha (0,30 euros) e 12 marcadores por 35 cêntimos. Todos os produtos são da marca Eco +.

Por 4,47 euros compra o conjunto elaborado pelo Continente, com uma mala a 1,99 euros, um estojo a 0,99 euros e um kit escolar básico de 1,49 euros que contém uma cola bastão, dois lápis, uma caneta azul e uma verde, tesoura e uma borracha branca. Além destes, há outros mini-conjuntos que pode fazer. Por 99 cêntimos traz um estojo com lápis, afia, e uma régua de 15 centímetros, enquanto que por mais 30 cêntimos leva um kit com quatro lápis, uma borracha, afia e quatro elásticos coloridos. Com 2,99 euros, pode incluir uma tesoura, agrafador, régua, cola bastão, afia e borracha. Paga mais um euro e traz uma caneta, tesoura, duas molas, calculadora digital e dois marcadores fluorescentes. 

A Staples não elaborou nenhum kit, mas fez uma selecção dos artigos "Low price", os mais baratos da loja. Quem quiser trazer os produtos mais económicos, basta verificar se têm a advertência colada nas estantes e colocá-los no cesto ou no carrinho.

Mochilas, estojos, cadernos, dossier e blocos com bonecos e fantasias ficam sempre mais caros do que os produtos de marca branca. As mochilas das marcas de surf, por exemplo, podem chegar aos 40 e 50 euros, enquanto que as famosas Eastpack rondam os 35 euros. No El Corte Inglés, foi difícil encontrar uma mochila que custasse menos de 22 euros, o que encareceu bastante o cabaz. 

Menos de 10 euros 
Entre 22 e 25 de Agosto, o Negócios fez uma ronda pelos vários super e hipermercados a operar em Portugal. Objectivo: saber o que ofereciam a quem regressa às aulas em Setembro. Fez uma lista com 14 bens essenciais para a escola, da mochila às réguas e esquadros e pôs-se a caminho. Encontrámos o cabaz mais económico no Jumbo, seguido do E.Leclerc, Staples, Continente e Pingo Doce. O Cabaz do El Corte Inglés é o mais caro, chegando aos 46,35 euros. 

Regra geral, por cerca de 12 euros, ou menos, é possível trazer o essencial para a escola. Na pesquisa, optou-se sempre pela a oferta mais económica para cada item da lista, independentemente da quantidade de unidades que trazia. Não foram considerados conjuntos, pois o objectivo era comprar cada artigo pelo menor preço possível. A maioria dos produtos escolhidos pertence à marca própria do estabelecimento ou equivalente. 

No Lidl, só conseguimos encontrar uma mochila Top Move, por 6,99 euros, um conjunto de canetas United Office por 1,49 euros, um compasso de seis peças United Office por 2,99 euros e um conjunto de 12 lápis de cor da mesma marca por 2,49 euros. Aqui, gastaríamos 13,96 euros e não traríamos um terço da nossa lista. 

No Mini-Preço, havia quase tudo. Por 9,25 euros, traz para casa uma mochila clássica (4,99 euros), um estojo by Chenton (0,84 euros), três canetas EBBE (0,49 euros), um conjunto com três lápis, borracha e afia EBBE, um dossier Mitos (1,59 euros), 12 lápis de cor EBBE (0,65 euros) e 12 canetas de feltro EBBE (0,69 euros). Só não foi possível encontrar régua, esquadro, compasso, separadores e recargas. Por este motivo, não foi incluído na tabela abaixo.






Regresse às aulas com menos de 10 euros

A "rentrée" escolar está aí. Mais uma vez, o Negócios foi à procura dos cabazes mais económicos para quem inicia o novo ano-lectivo. A lista continha 14 artigos e o objectivo era encontrar a oferta mais barata para cada item. No Jumbo, foi possível comprar o essencial para a escola por menos de 10 euros, mas no E.Leclerc, Staples e Continente também o faz com cerca de 11 euros. No Pingo Doce, acrescenta mais um euro.






Na Austrália, faz-se assim

A actual crise financeira levou os australianos a porem em prática um programa que dê resposta à sequência das aprendizagens esperadas ao longo da escolaridade básica. 


• 3º ano O dinheiro não inclui apenas moedas e notas, chega de diversas fontes e é limitado. Pode ser trocado por bens e serviços, como o bilhete de autocarro e do cinema, mas também poder utilizado para satisfazer desejos e necessidades, como comida, roupa e uma casa para viver.

• 5º ano Os consumidores têm direitos e deveres. As pessoas têm o direito de aceder a produtos que respeitem as normas de segurança, mas têm o dever de pagar atempadamente as suas contas. O dinheiro pode ser emprestado, através da utilização de cartões de crédito ou de empréstimos, mas também pode ser aplicado em poupanças, que geram lucro.

• 7º ano Com esta idade, as crianças já deverão distinguir os factores que afectam as escolhas, como a publicidade, a pressão dos amigos, a compra por impulso, entre outros. Devem definir objectivos financeiros pessoais e distinguir entre o planeamento a curto e a longo prazo e saber que o Estado providencia bens e serviços para responder às necessidades dos consumidores.

• 9º ano Nesta fase, os adolescentes já deverão ter consciência sobre a legislação do consumidor e sobre a importância da manutenção do registo das suas finanças pessoais. Devem compreender que o recurso ao crédito implica pagar juros ou outras despesas e que a exactidão e imparcialidade da informação financeira e de consumo podem variar, devendo sempre aceder a organismos oficiais de defesa do consumidor.

Fonte: Ministério da Educação




Quando o barato sai caro

Na hora de comprar a mochila, evite olhar apenas para o preço. Uma boa compra hoje pode garantir um futuro mais saudável amanhã. 

Várias superfícies comerciais vendem mochilas por pouco mais de um euro, apesar de os preços poderem subir até aos 50 euros, consoante a banda ou a bonecada preferida dos mais pequenos. Independentemente do dinheiro que vai gastar com este artigo, não se esqueça que é o mais importante da lista. A escola deve permitir um crescimento saudável e uma mochila pouco indicada pode trazer problemas graves às costas da sua criança. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as crianças não devem transportar mais do que 10% do seu peso ideal. Entre os 10 e os 12 anos podem surgir escolioses e degeneração dos discos da coluna, pois a formação óssea ainda não está completa e o excesso de peso só vem prejudicar. As conclusões chegam de um estudo da Proteste, publicado em Setembro, que adverte os pais para este problema. O número de disciplinas diárias dos alunos não ajuda, pois exigem o transporte de vários tipos de artigos. A solução passa pela escola, professores e pelos encarregados de educação que devem adoptar medidas preventivas, como a instalação de cacifos no edifício escolar. 

Quando chega a hora de ir às compras, leve o seu filho consigo. Pese a mochila com todo o material necessário e verifique se não excede os 10% do peso corporal. Se a criança pesa 30 quilos, a mochila não deve pesar mais do que três. Se o peso for superior, opte por comprar uma com rodas, com pega regulável, para se adaptar à altura do seu filho. Este não deve dobrar o braço ou o tronco para puxá-la. 

As alças devem ser ajustadas para que a mochila fique acima da anca. Tente aliar o conforto, ao preço e ao gosto da criança. Uma mochila vazia não deve pesar mais do que meio quilo, as alças devem ter, pelo menos, quatro centímetros de largura na zona dos ombros e devem evitar roçar o pescoço. Devem ser reguláveis para se ajustarem às costas e um cinto ao nível da cintura evita oscilações, ajudando a repartir o peso entre os ombros e a zona lombar. Quanto às fivelas, verifique se são práticas e resistentes.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/


publicado por adm às 23:11 | link do post | comentar

tags

actualidade

apoios

atualidade

benefícios fiscais

crise

custos

dicas para poupar dinheiro

educação

ensino superior

livros

livros escolares

manuais escolares

material escolar

noticias

portugal

regresso às aulas

saúde

universidade da terceira idade

vagas

verão

todas as tags

links
subscrever feeds