Segunda-feira, 12.09.11

Cortes na despesa dominam as preocupações de pais e docentes. E o desemprego atinge um valor recorde entre os contratados. Mais de um milhão de alunos iniciam as aulas até 5ª-feira

É assim no país e não será diferente nas escolas. A crise obrigou o Ministério da Educação e Ciência (MEC) a cortar a despesa e os efeitos já se sentem: com menos 4500 professores contratados do que em 2010 e um controlo apertado sobre a contratação de outros técnicos, o ano letivo começa com menos recursos e uma dor de cabeça para os diretores, que terão de fazer mais com menos.

"A colocação de todos os professores é um dos aspetos fundamentais para o início normal das aulas. E só quinta-feira à tarde (já com o ano letivo oficialmente iniciado) as escolas foram autorizadas a começar a contratação de técnicos para os cursos profissionais e de educação e formação. Já os mais de 100 territórios educativos de intervenção prioritária (estabelecimentos de ensino com populações em risco) continuam à espera de autorização para recrutarem psicólogos e outros técnicos", lamenta Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE).

Se uns chegarão mais tarde, outros não virão de todo. As alterações na organização do ano letivo e nos currículos (ver texto relacionado) fizeram diminuir o número de contratações. No caso do Agrupamento de Cinfães (distrito de Viseu), dirigido por Manuel Pereira, são menos cerca de 30 professores em relação a 2010. "Os alunos chegam a ficar nove horas na escola. Os docentes estão sobrecarregados com turmas. Não sei como vamos conseguir acompanhá-los na biblioteca ou no apoio ao estudo".

Também na Secundária de Felgueiras nem todos os professores estão colocados. "Temos 14 técnicos especializados ainda em falta", confirma o diretor, Pedro Araújo. Com menos um adjunto na direção, menos uma dezena de contratados e um corte nas horas atribuídas às escolas para várias tarefas haverá "trabalho acrescido", antecipa.

Escolhas limitadas


Regresso às aulas: menos professores e menos dinheiro
 
 

A começar pelas direções, explica o presidente da ANDE. "Até aqui o diretor podia atribuir funções de assessoria à direção ao docente mais habilitado para essa tarefa, atribuindo-lhe em contrapartida uma redução do horário letivo. Agora, a escolha terá de ser limitada aos professores que, pela idade e tempo de serviço, já beneficiem de uma redução das horas de aulas, exemplifica. São profissionais que estão mais em fim de carreira e, nalguns casos, já em desinvestimento".

A mesma lógica aplica-se a outros projetos das escolas e que ficaram sem horas consignadas. No Agrupamento de Cinfães, por exemplo, o crédito horário atribuído passou de 88 horas para 14. O raciocínio é simples: quanto menos horas para tarefas que não dar aulas, menos necessidade há de contratar docentes.

Manuel Esperança, presidente do Conselho das Escolas, admite as dificuldades mas defende que é prematuro antecipar problemas: "Vamos ver como correm as coisas. No final do ano comunicaremos ao ministro os constrangimentos causados".

As preocupações com os cortes estendem-se aos pais, que temem um desinvestimento em recursos considerados fundamentais, como psicólogos e outros técnicos que apoiem os alunos com mais dificuldades e façam a ligação com as famílias, diz José Ascensão, da Confederação das Associações de Pais (Confap). A esta junta-se o preço dos manuais escolares. "Mesmo não havendo aumentos, o rendimento das famílias é menor. Logo, são mais caros". A situação agrava-se no caso das famílias que têm os livros e o material comparticipados. O despacho que regula os apoios sociais ainda não saiu e até lá é-lhes pedido que adiantem as compras. "É inconcebível que peçam isto a quem não tem dinheiro", critica.

Em busca de um horário


Racionalizar recursos é a palavra de ordem e o processo não ficará para aqui. Ao todo, são menos €500 milhões que o MEC terá para gastar em 2012, incluindo o ensino superior (ver entrevista) e que se somam aos €800 milhões cortados este ano. O fecho de quase 300 escolas ou a eliminação da disciplina de Área de Projeto e redução do Estudo Acompanhado já estão a contribuir para essa meta. Garantir melhores condições de ensino e reforçar as aulas de Português e de Matemática são os objetivos imediatos, justifica o Ministério. Mas há o reverso da medalha: a tutela precisou de menos 4500 professores contratados este ano.

Os sindicatos são unânimes em considerar que as escolas precisam de mais recursos. Mas, ainda que abrissem mais vagas, os números não bateriam certo, admite João Dias da Silva, secretário-geral da FNE, que elege o desemprego como o problema mais assustador. "Não podemos ignorar que dos mais de 47 mil candidatos com diploma para serem professores, só 12 mil conseguiram colocação no concurso. Há 15 mil com formação para professor de 1º ciclo! O Estado andou a enganar as pessoas, dando formações de banda estreita em áreas onde não existe esse emprego".

Para os 35 mil que ficaram de fora, começa agora a saga semanal em busca de um horário de substituição. Sendo certo que só uma minoria o conseguirá. Os números levaram um grupo de docentes a marcar para hoje, em Lisboa, uma concentração de protesto. Será a primeira que o ministro Nuno Crato irá enfrentar.

fonte:http://aeiou.expresso.pt/



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Nas 16 Escolas do Turismo de Portugal, o ano lectivo arranca a 27 de Setembro, data comemorativa do Dia Mundial do Turismo. A 2ª fase de candidaturas encerrou com 1.450 candidatos, superando largamente as 1.092 vagas disponíveis. Antecipa-se assim um aumento no número de novos alunos de formação inicial nas nossas escolas de hotelaria e turismo e a manutenção da tendência de aumento deste número, que cresceu 21% nos últimos 3 anos.

Além de representar um sinal de reconhecimento da qualidade da formação nas Escolas do Turismo de Portugal, pode considerar-se que a elevada procura destes cursos é também resultado do investimento dos últimos anos nas equipas de gestão e de formadores, infra-estruturas e equipamentos, bem como da parceria estratégica com a Ecole Hôtelière de Lausanne e maior exposição internacional dos alunos.

Por outro lado trata-se também do reconhecimento perante a oportunidade de futuro que o sector do turismo representa, enquanto principal actividade exportadora nacional e um dos maiores motores da economia nacional, e a consequente aposta em formação numa área com uma elevada taxa de empregabilidade. O estudo de inserção profissional realizado em 2010 registou uma taxa de atividade dos alunos de 80%, seis meses após a conclusão do curso, sendo que 64% dos alunos que procuraram emprego encontrou uma colocação ao final de um mês.

fonte:http://enewsletter.turismodeportugal.pt/



publicado por adm às 21:11 | link do post | comentar

Sexta-feira, 09.09.11
Identifique os artigos que pode reutilizar no próximo ano lectivo, faça a lista do que tem de comprar, defina o montante e procure o super ou hipermercado mais em conta. O Negócios dá uma ajuda.

As campanhas de "Regresso às aulas" proliferam pelas superfícies comerciais. Das maiores às mais pequenas, não há nenhuma que não tente atrair as famílias com cabazes económicos que têm o essencial para a escola. Em ano de austeridade, cortes salariais e aumento do custo médio de vida, o melhor é tentar reutilizar o máximo de material escolar que puder. Se puder, tente encontrar os manuais escolares entre amigos e familiares e "reciclá-los" sempre que possível. Pesquise nos sítios se há opções mais baratas. No Leiloes.net, por exemplo, é possível comprar manuais usados por cerca de 7,50 euros. 

O ideal é que comece a poupar desde o início do ano para esta despesa extra e inclui-a no orçamento familiar. Evita que as suas férias terminem com um sabor amargo a carteira vazia e faça as suas compras mais descansado. Se isso não tiver acontecido, procure poupar onde puder no orçamento de Setembro. Saia de casa com a lista feita e com um montante total já definido. Por muito que custe, tente resistir aos bonecos, marcas de roupa, ao impulso e aproveite os produtos de marca branca. 

A maior parte dos super e hipermercados já vendem cabazes com o essencial para a escola a um preço reduzido. No Jumbo, o Kit Económico custa 6,89 euros e inclui um caderno Mitos a 1,49 euros, um conjunto com 12 lápis de cor, de cera, de aguarela, dois lápis de carvão, uma esferográfica azul, outra verde, uma borracha, um tubo de cola, uma tesoura, uma afia e uma régua de 15 centímetros, por 3,39 euros. O estojo custa 56 cêntimos e a mochila, disponível em quatro cores, custa 1,45 euros. 

No E.Leclerc, por 6,99 euros traz para casa uma mochila (3,45 euros), protecção para cadernos (0,20 euros), tesoura (0,30 euros), borracha branca (0,35 euros), um conjunto de 12 lápis de cor (0,50 euros), outro de desenho com transferidor, régua e esquadro (0,35 euros), um estojo redondo (0,59 euros), quatro esferográficas (0,30 euros), um apara lápis com depósito (0,30 euros), quatro lápis HB com borracha (0,30 euros) e 12 marcadores por 35 cêntimos. Todos os produtos são da marca Eco +.

Por 4,47 euros compra o conjunto elaborado pelo Continente, com uma mala a 1,99 euros, um estojo a 0,99 euros e um kit escolar básico de 1,49 euros que contém uma cola bastão, dois lápis, uma caneta azul e uma verde, tesoura e uma borracha branca. Além destes, há outros mini-conjuntos que pode fazer. Por 99 cêntimos traz um estojo com lápis, afia, e uma régua de 15 centímetros, enquanto que por mais 30 cêntimos leva um kit com quatro lápis, uma borracha, afia e quatro elásticos coloridos. Com 2,99 euros, pode incluir uma tesoura, agrafador, régua, cola bastão, afia e borracha. Paga mais um euro e traz uma caneta, tesoura, duas molas, calculadora digital e dois marcadores fluorescentes. 

A Staples não elaborou nenhum kit, mas fez uma selecção dos artigos "Low price", os mais baratos da loja. Quem quiser trazer os produtos mais económicos, basta verificar se têm a advertência colada nas estantes e colocá-los no cesto ou no carrinho.

Mochilas, estojos, cadernos, dossier e blocos com bonecos e fantasias ficam sempre mais caros do que os produtos de marca branca. As mochilas das marcas de surf, por exemplo, podem chegar aos 40 e 50 euros, enquanto que as famosas Eastpack rondam os 35 euros. No El Corte Inglés, foi difícil encontrar uma mochila que custasse menos de 22 euros, o que encareceu bastante o cabaz. 

Menos de 10 euros 
Entre 22 e 25 de Agosto, o Negócios fez uma ronda pelos vários super e hipermercados a operar em Portugal. Objectivo: saber o que ofereciam a quem regressa às aulas em Setembro. Fez uma lista com 14 bens essenciais para a escola, da mochila às réguas e esquadros e pôs-se a caminho. Encontrámos o cabaz mais económico no Jumbo, seguido do E.Leclerc, Staples, Continente e Pingo Doce. O Cabaz do El Corte Inglés é o mais caro, chegando aos 46,35 euros. 

Regra geral, por cerca de 12 euros, ou menos, é possível trazer o essencial para a escola. Na pesquisa, optou-se sempre pela a oferta mais económica para cada item da lista, independentemente da quantidade de unidades que trazia. Não foram considerados conjuntos, pois o objectivo era comprar cada artigo pelo menor preço possível. A maioria dos produtos escolhidos pertence à marca própria do estabelecimento ou equivalente. 

No Lidl, só conseguimos encontrar uma mochila Top Move, por 6,99 euros, um conjunto de canetas United Office por 1,49 euros, um compasso de seis peças United Office por 2,99 euros e um conjunto de 12 lápis de cor da mesma marca por 2,49 euros. Aqui, gastaríamos 13,96 euros e não traríamos um terço da nossa lista. 

No Mini-Preço, havia quase tudo. Por 9,25 euros, traz para casa uma mochila clássica (4,99 euros), um estojo by Chenton (0,84 euros), três canetas EBBE (0,49 euros), um conjunto com três lápis, borracha e afia EBBE, um dossier Mitos (1,59 euros), 12 lápis de cor EBBE (0,65 euros) e 12 canetas de feltro EBBE (0,69 euros). Só não foi possível encontrar régua, esquadro, compasso, separadores e recargas. Por este motivo, não foi incluído na tabela abaixo.






Regresse às aulas com menos de 10 euros

A "rentrée" escolar está aí. Mais uma vez, o Negócios foi à procura dos cabazes mais económicos para quem inicia o novo ano-lectivo. A lista continha 14 artigos e o objectivo era encontrar a oferta mais barata para cada item. No Jumbo, foi possível comprar o essencial para a escola por menos de 10 euros, mas no E.Leclerc, Staples e Continente também o faz com cerca de 11 euros. No Pingo Doce, acrescenta mais um euro.






Na Austrália, faz-se assim

A actual crise financeira levou os australianos a porem em prática um programa que dê resposta à sequência das aprendizagens esperadas ao longo da escolaridade básica. 


• 3º ano O dinheiro não inclui apenas moedas e notas, chega de diversas fontes e é limitado. Pode ser trocado por bens e serviços, como o bilhete de autocarro e do cinema, mas também poder utilizado para satisfazer desejos e necessidades, como comida, roupa e uma casa para viver.

• 5º ano Os consumidores têm direitos e deveres. As pessoas têm o direito de aceder a produtos que respeitem as normas de segurança, mas têm o dever de pagar atempadamente as suas contas. O dinheiro pode ser emprestado, através da utilização de cartões de crédito ou de empréstimos, mas também pode ser aplicado em poupanças, que geram lucro.

• 7º ano Com esta idade, as crianças já deverão distinguir os factores que afectam as escolhas, como a publicidade, a pressão dos amigos, a compra por impulso, entre outros. Devem definir objectivos financeiros pessoais e distinguir entre o planeamento a curto e a longo prazo e saber que o Estado providencia bens e serviços para responder às necessidades dos consumidores.

• 9º ano Nesta fase, os adolescentes já deverão ter consciência sobre a legislação do consumidor e sobre a importância da manutenção do registo das suas finanças pessoais. Devem compreender que o recurso ao crédito implica pagar juros ou outras despesas e que a exactidão e imparcialidade da informação financeira e de consumo podem variar, devendo sempre aceder a organismos oficiais de defesa do consumidor.

Fonte: Ministério da Educação




Quando o barato sai caro

Na hora de comprar a mochila, evite olhar apenas para o preço. Uma boa compra hoje pode garantir um futuro mais saudável amanhã. 

Várias superfícies comerciais vendem mochilas por pouco mais de um euro, apesar de os preços poderem subir até aos 50 euros, consoante a banda ou a bonecada preferida dos mais pequenos. Independentemente do dinheiro que vai gastar com este artigo, não se esqueça que é o mais importante da lista. A escola deve permitir um crescimento saudável e uma mochila pouco indicada pode trazer problemas graves às costas da sua criança. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, as crianças não devem transportar mais do que 10% do seu peso ideal. Entre os 10 e os 12 anos podem surgir escolioses e degeneração dos discos da coluna, pois a formação óssea ainda não está completa e o excesso de peso só vem prejudicar. As conclusões chegam de um estudo da Proteste, publicado em Setembro, que adverte os pais para este problema. O número de disciplinas diárias dos alunos não ajuda, pois exigem o transporte de vários tipos de artigos. A solução passa pela escola, professores e pelos encarregados de educação que devem adoptar medidas preventivas, como a instalação de cacifos no edifício escolar. 

Quando chega a hora de ir às compras, leve o seu filho consigo. Pese a mochila com todo o material necessário e verifique se não excede os 10% do peso corporal. Se a criança pesa 30 quilos, a mochila não deve pesar mais do que três. Se o peso for superior, opte por comprar uma com rodas, com pega regulável, para se adaptar à altura do seu filho. Este não deve dobrar o braço ou o tronco para puxá-la. 

As alças devem ser ajustadas para que a mochila fique acima da anca. Tente aliar o conforto, ao preço e ao gosto da criança. Uma mochila vazia não deve pesar mais do que meio quilo, as alças devem ter, pelo menos, quatro centímetros de largura na zona dos ombros e devem evitar roçar o pescoço. Devem ser reguláveis para se ajustarem às costas e um cinto ao nível da cintura evita oscilações, ajudando a repartir o peso entre os ombros e a zona lombar. Quanto às fivelas, verifique se são práticas e resistentes.

fonte:http://www.jornaldenegocios.pt/


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Quinta-feira, 08.09.11

A lei impede que as escolas continuem a fornecer um cheque às famílias para as apoiar na compra dos livros.

No dia em que arranca o ano lectivo, as escolas pediram ao Governo uma moratória da lei que as impede de comprar manuais escolares. Cerca de 300 mil famílias, beneficiárias da Acção Scoial Escolar em 2010, tem este ano de pagar a factura dos livros que pode ascender a 300 euros, num contexto de crise económica e de aumento do preço médio dos manuais em 1,13%.

Em causa, está o decreto-lei do ministério das Finanças, em vigor desde 2008, que define que os bens adquiridos pelas escolas sejam feitos através da Agência Nacional de Compras Públicas. Um organismo que foi criado pelo anterior Governo com o objectivo de supervisionar e monitorizar os consumos e despesas das escolas que as obriga a comunicar, à tutela, todos os bens, incluindo folhas, giz ou fotocópias que vão ser necessários durante cada ano lectivo.

Até ao ano passado, as escolas "foram encontrando forma de contornar a lei para que conseguissem continuar a ajudar as famílias", diz o presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP), Adalmiro da Fonseca.

fonte:http://economico.sapo.pt/



publicado por adm às 08:26 | link do post | comentar

Os professores preveem um ano letivo, que hoje começa, “extremamente complicado”, com o corte de 800 milhões de euros a sentir-se “no primeiro período” e estando já previstos outros “500 milhões a menos” para o próximo ano civil.

“Sabemos que começa agora, de 08 a 15 de setembro, mas ninguém consegue dizer como é que isto vai acabar, porque vamos ter aí situações de rutura extremamente complicadas”, disse à agência Lusa o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores (FENPROF).

As escolas, afirmou Mário Nogueira, estão “a “funcionar no limite, a pedir papel higiénico” aos pais.

“Vai ser extremamente complicado. Estamos muito, muito preocupados”, referiu, indicando que o novo ano letivo traz novas regras de organização às escolas que “as impedem de continuar a dar resposta a projetos de promoção do sucesso e combate ao abandono escolar”.

O secretário-geral da Federação Nacional da Educação (FNE) subscreve: “Medidas de combate ao insucesso também precisam de pessoas”.

João Dias da Silva regista a situação dos professores que ficaram sem trabalho e, se há excesso de diplomados para as necessidades do setor, também há professores há nove e 10 anos no sistema que agora não tiveram colocação, frisou.

“Não é compreensível que, havendo uma taxa insuficiente de educação pré-escolar, com crianças sem vaga, haja educadores no desemprego”, acrescentou.

A FNE espera que este ano letivo se concretize o grande debate sobre autonomia escolar que o Governo prometeu.

A organização das escolas é também a maior preocupação de Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (ANDAEP).

“A organização que nos deixou o anterior Governo é absolutamente penalizadora”, defendeu o presidente da associação, Adalmiro Botelho da Fonseca, referindo-se ao corte nos créditos horários concedidos aos estabelecimentos para se organizarem: “Davam-nos mais professores e mais hipóteses de trabalho com os alunos”.

Na escola que dirige, no Norte, tinha uma assessoria de 18 horas. “Neste momento tenho zero, não sei quem vai trabalhar com os professores que estão a dar todos os cursos de educação e formação e profissionais”.

O dirigente vai tentar encontrar algum professor que tenha as horas letivas já diminuídas em função da idade.

O mesmo problema se coloca com a gestão dos equipamentos instalados ao abrigo do Plano Tecnológico da Educação (PTE). “Tínhamos um crédito de 16 horas para alguém trabalhar toda a tecnologia que puseram nas escolas. O professor que as tinha era capaz de trabalhar 50 horas, agora com zero não trabalha nenhuma”.

Adalmiro Fonseca receia que “todos os milhões gastos em tecnologia” acabem no lixo se não colocarem alguém a zelar pelos equipamentos.

fonte:http://noticias.sapo.pt



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Quarta-feira, 07.09.11

O potencial de marketing que tem o regresso às aulas é visível em qualquer loja que lide com produtos relacionados com a escola. A promoção é sobre livros escolares, cadernos, lápis e canetas, réguas, batas ou uniformes, além de sapatos e roupas novas porque o Verão se encarregou de fazer crescer braços, pernas e pés dos miúdos.


Não se deixe levar pelo marketing do regresso às aulas. Escolha o essencial

Contas feitas, a factura é bem pesada, podendo chegar aos 200 euros por filho. Por isso é que o mês de Setembro é difícil para quem tem filhos (não é só por causa do fim das férias). Isto sem pensar em eventuais mensalidades de colégio ou de actividades de tempos livres (ATL) para colmatar os horários de trabalho dos pais.

Aproveite as informações sobre as várias promoções que lhe chegam à caixa de correio e, se isso tornar os produtos mais baratos e se se justificar, opte por comprar em grande quantidade e dividir a despesa com outros pais. Em casa, decidam aquilo que será preciso comprar ou o que pode ser reutilizado de anos anteriores, munindo-se das listas que as escolas habitualmente preparam. Se quer mesmo evitar desvios ao orçamentado não leve os seus filhos às compras. Se tiver alguma margem, e filhos mais crescidos, deixe-os fazer algumas escolhas na loja, mas vá com um orçamento e uma lista de compras definida, senão pode facilmente ultrapassar o essencial.

Livros são um bom investimento

O mercado dos livros escolares vale mais de cem milhões de euros e os custos aumentam de ano para ano. Já sabe de que livros os seus filhos precisam? Pode consultar a lista no Ministério da Educação e confirmar junto da escola. Actualmente já pode fazer encomendas dos livros na internet, potencialmente recebendo algum benefício, como descontos ou entrega sem custos. Em wook.pt pode contar com entrega por estafeta em sua casa. Alguns hipermercados também oferecem desconto, que pode ser aumentado com a utilização do cartão de fidelização.

Já que estamos a falar de ler, não se fique só pelos livros escolares. Invista em bons livros de leitura adaptados à idade dos seus filhos. É a melhor maneira de aprenderem a falar e a escrever correctamente. Se ainda não souberem ler, habitue-se a ler-lhes todos os dias uma pequena história.

fonte:http://www.saldopositivo.cgd.pt/



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Segunda-feira, 05.09.11

A campanha "Regresso às Aulas" promovida pelo portal Leiloes.net registou nas últimas semanas uma forte procura de todos os produtos relacionados com o sector, sobretudo dos manuais escolares. Esta categoria registou até hoje e desde o início da campanha mais de duas centenas de transacções.

A campanha "Regresso às Aulas" promovida pelo portal Leiloes.net registou nas últimas semanas uma forte procura de todos os produtos relacionados com o sector, sobretudo dos manuais escolares. Esta categoria registou até hoje e desde o início da campanha mais de duas centenas de transacções.

A campanha "Regresso às Aulas" pretende não apenas divulgar os mais de 2 500 produtos relacionados com o novo ano escolar, mas também sensibilizar as famílias para o facto que podem reduzir de forma significativa o valor da factura do regresso às aulas ao comprar manuais escolares usados ou ao vender aqueles que já não necessitam e recuperar dessa forma parte do investimento de anos anteriores, refere uma nota da organização.

Através das categorias "Manuais Escolares" e "Material Escolar" o Leiloes.net disponibiliza mais de 2 500 produtos entre manuais escolares novos e usados, desde 1,5 euros, cadernos de exercícios, livros de revisões, cadernos, estojos de lápis e canetas, mochilas, calculadoras cientificas e até computadores Magalhães e tablets.

fonte:http://noticias.portugalmail.pt/a



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Domingo, 04.09.11

Em tempo de regresso às aulas, comece por ensinar aos seus filhos as lições da Redução, Reutilização e da Reciclagem. Poupe dinheiro, recursos e o Ambiente com as escolhas certas no momento de adquirir os materiais escolares, pondo em prática estas dicas:

- Se tiver mais do que um filho, promova a troca, ou mesmo a partilha, de materiais entre eles e entre primos, vizinhos, filhos de amigos, etc.;
- Opte preferencialmente por materiais reciclados e recicláveis (como, por exemplo, os cadernos);

- Sempre que possível, escolha artigos de produção nacional;
- Prefira as mochilas, robustas, em tela reutilizada, poliéster reciclado ou mesmo restos de tecidos, podendo ser criada em casa! Mais personalizado não há!
- Separe, com o(s) seu(s) filho(s), as folhas em branco que sobraram dos cadernos do ano anterior, faça-lhes dois furos e prenda com um cordel, ficando, assim, com um bloco de folhas novo;

- Faça o mesmo se tiver folhas impressas só de um lado, reutilizando o verso, para apontamentos e/ou exercícios;
- Recupere os dossiês de argolas forrando as capas com tecidos, papéis de embrulho ou recortes com os ídolos dos seus filhos, retirados de revistas ou posters;
- Se tiver de adquirir uma calculadora, escolha uma com painel solar, caso contrário, use pilhas recarregáveis;

- Em vez de lápis dê preferência a lapiseiras;
- Escolha esferográfica para a qual existam no mercado cargas para substituir;
- O estojo, de fecho robusto, é essencial para não perder o material escolar;
- Separe os livros escolares do ano anterior e ofereça-os para os programas de troca ou de distribuição gratuita que poderão existir na escola ou no seu município (ex. biblioteca pública);
- Estabeleça critérios e um limite para os itens a comprar;

- Dê preferência ao comércio local de forma a evitar deslocar-se de automóvel;
- Promova os lanches não embalados, como as sanduíches caseiras, peças de fruta ou bolachas embrulhadas em guardanapos de pano ou colocadas em caixas de plástico.

Muitas vezes, associado ao regresso à escola está o reformular do guarda-roupa da criança/jovem pois avizinha-se uma nova estação. Assim aponte estas dicas:

- Compre roupa e calçado robusto e em tamanhos que tenham em conta o seu crescimento e a roupa que meterão por dentro dessa peça, pelo menos para a estação em causa;
- Avalie da possibilidade de entregar roupa e/ou calçado a crianças/jovens de idades/tamanhos inferiores, sejam familiares, vizinhos, ou filhos de amigos seus. Faça o mesmo se tiver conhecimento de roupas ou calçado de pessoas das suas relações e que ficarão desaproveitados por já não servirem, e cujas medidas se apropriam ao seu descendente;

- Não se prenda com as decorações, nas peças de roupa ou calçado, que passam de moda, limitando o interesse no futuro, pelas mesmas. Prefira peças mais neutras;
- Tricote camisolas de lã para os seus filhos. As horas gastas na sua elaboração dão-lhe a certeza do seu carinho!

- Opte por peças de roupa mais versáteis, que o seu proprietário possa usar mais vezes. Já chega as crianças e jovens cresceram tão rapidamente, não condicione ainda mais o uso dos seus pertences!
E, finalmente, sensibilize-os para a necessidade de estimarem aquilo que agora recebem pois não é viável receberem outros objectos equiparáveis tão cedo! Terão de poupar a sua bolsa e o ambiente! É já uma lição para a vida! A primeira deste novo ciclo de estudos!

fonte:http://www.correiodominho.com/cronicas.php?id=3058



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Sexta-feira, 02.09.11

A uma semana do início das aulas, escolas não sabem com que recursos contam para assegurar o ano lectivo

 

Oastaria um ok do governo e começariam todos a trabalhar para recuperar o tempo perdido. Só que esse ok tarda em chegar e, portanto, os agrupamentos que trabalham com alunos de risco, os centros que apoiam crianças com deficiências nas escolas ou o ensino profissional estão ainda sem saber com o que podem contar.

O regresso às aulas acontece já na próxima semana, mas por enquanto a ordem que têm do Ministério da Educação e Ciência é para esperar. Esperar pelo financiamento que vai permitir aos 74 centros de recursos para a inclusão definir quantos alunos podem apoiar nas escolas, quantas horas vão precisar ou quantos técnicos vão contratar. Esperar pelas verbas para 140 escolas de ensino profissional privado recrutarem professores e formar turmas. 

E esperar ainda que a tutela autorize cada uma das 105 escolas públicas integradas no programa Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) a contratar psicólogos, assistentes sociais, mediadores culturais ou outros técnicos para darem continuidade aos projectos com vista a reduzir o insucesso escolar.

Está tudo à espera porque há pouco mais a fazer, senão ficar à espera. "Fizemos os nossos planos de acção em articulação com os agrupamentos e enviámos tudo para a tutela aprovar", conta Rogério Cação, dirigente da Fenacerci - Federação de Cooperativas de Solidariedade Social - que presta apoio aos alunos com necessidades educativas especiais. 

Nas escolas consideradas de risco, este trabalho está outra vez a ser feito. "Recebemos ontem [quarta-feira] uma indicação da Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular para enviarmos até amanhã [hoje] todas as acções que queremos desenvolver no âmbito do programa TEIP e o número de técnicos de que vamos precisar", explica Manuel Pereira, director do agrupamento de escolas de Cinfães e ainda presidente das Associação Nacional de Dirigentes Escolares. Esta tarefa, aliás, já tinha sido solicitada em finais de Julho pela Direcção-Geral de Recursos Humanos da Educação.

Nas escolas privadas de ensino profissional, a angústia é maior. Os recados deixados pela anterior tutela são a única informação de que dispõem. "Primeiro, foi-nos dito que iriam reduzir as turmas, depois disseram que iriam manter o número de alunos, mas teriam de sacrificar os Cursos de Educação e Formação (CEF) que não continuam. Com esta tutela só temos tido silêncio como resposta", conta Luís Trevas, dirigente da Associação Nacional de Escolas Profissionais que diz, no entanto, ter uma reunião com a secretária de Estado do Ensino Básico na segunda-feira, para discutir esta questão. O problema estende-se igualmente às escolas da rede pública que têm alunos a frequentar os CEF e os cursos profissionais. "Os professores estão assegurados, mas falta autorização para contratar os técnicos (mecânicos, serralheiros, electricistas, etc.) que asseguram metade do tempo lectivo destas turmas", explica Manuel Pereira.

i apurou, no entanto, que parte das verbas para o ensino profissional e CEF está em vias de ser desbloqueada pelo Ministério da Economia, mas apenas para as regiões do Norte, Centro e Alentejo. Lisboa e Algarve são casos mais complicados. 

Nas outras três regiões do país, Bruxelas paga 75% da formação dos técnicos - deixando o restante a cargo do Estado português. Lisboa e Algarve não podem beneficiar de fundos do Programa Operacional Potencial Humano porque já superaram o nível médio europeu de desenvolvimento. Logo, o esforço do governo para manter estes cursos é muito maior.

O mesmo acontece, aliás, com as 105 escolas abrangidas pelo programa TEIP, mas neste caso, Portugal conseguiu negociar um regime de excepção para que Lisboa e Algarve obtivessem um financiamento pouco acima dos 50%. Só que os directores escolas de risco também não sabem quando chega a autorização da tutela. "Queríamos ter tudo a postos para o início do ano, queríamos até que os psicólogos se pudessem reunir com os encarregados de educação no primeiro dia de aulas... se é que eles vão chegar... nem quero pensar nessa hipótese...", diz Manuel Pereira.

fonte:http://www.ionline.pt



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Terça-feira, 30.08.11

Valor médio despendido pelos portugueses com filhos em idade escolar é de 478 euros

A maioria das famílias portuguesas pretende gastar até 500 euros no regresso às aulas deste ano, revela o estudo do Observador Cetelem, que tem como objectivo analisar as tendências de consumo dos portugueses.

Uma percentagem também significativa afirma que irá gastar até 250 euros (28%). Por outro lado, 13% dos inquiridos declara que pretende gastar 500 a 750 euros. Apenas uma pequena percentagem mais reduzida (6%) diz que nesta altura do ano, pode vir a ter despesas acima dos 1.500 euros. 

O valor médio despendido pelos portugueses com filhos em idade escolar é de 478 euros. Tal acontece porque a grande maioria dos inquiridos (64%) admite gastar até 500 euros. Já no caso em que o inquirido é o próprio estudante, o orçamento médio vai até aos 566 euros.

Se analisarmos as despesas no regresso às aulas, tendo em conta o agregado familiar, nas famílias com um estudante, o gasto médio é de 465 euros. No caso de famílias com um agregado de dois estudantes, o valor médio aumenta e ronda os 547 euros. 

Esta análise foi realizada em colaboração com a Nielsen e aplicada, através de um inquérito quantitativo, a 600 indivíduos de Portugal Continental, de ambos os sexos, dos 18 aos 65 anos, entre o período de 27 a 29 Junho. O erro máximo é de +0,4 para um intervalo de confiança de 95%.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/e



publicado por adm às 17:37 | link do post | comentar

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