Sábado, 17.08.13

As famílias portuguesas vão gastar, em média, 525 euros com o regresso às aulas, segundo um estudo que revela um aumento da despesa e um objetivo de poupança, nos gastos semanais das crianças, pela parte dos encarregados de educação.

Nos últimos três anos, os portugueses têm pago, em média, faturas cada vez mais altas para estudar: em 2010, a média foi de 499 euros; no ano passado, subiu para os 507 euros e, agora, deverá atingir os 525 euros, de acordo com um estudo da Nielsen, que inquiriu pessoas entre os 18 e 65 anos, residentes em Portugal Continental.

Uma em cada quatro famílias (28%) prevê gastar entre 250 e 500 euros, indica o estudo que realizou 600 entrevistas telefónicas, durante o mês de junho. Já 17% da população irá tentar fazer face às necessidades com um plafond de 250 euros.

Com gastos acima da média, surge um grupo de 14% dos inquiridos, que estima gastar mais de 750 euros, havendo mesmo uma pequena franja da população (2%) que irá despender mais de 1.500 euros.

O inquérito questionou ainda quanto pretendem os pais gastar semanalmente com os alunos, e mostrou que o valor vai baixar, ao passar de uma média semanal de 23 euros, em 2012, para 18 euros, este ano. Esta descida semanal significa que, este ano, os pais não deverão chegar aos mil euros anuais com os gastos do dia a dia, ao passo que, no ano passado, gastaram quase 1.200 euros.

O método escolhido para comprar o material escolar divide as famílias em dois grandes grupos: quase metade (47%) dos portugueses vai adquirindo esse material ao longo do ano, enquanto 51% faz todas as compras num único momento.

Uma em cada três famílias tenta poupar no momento de adquirir os manuais: 22% dos inquiridos pedem emprestado a amigos ou familiares e 19% compram em segunda mão. Estas são opções que têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos, segundo o estudo que mostra que, em 2012, foram apenas 29% das famílias e, no ano anterior, a percentagem era de 24%.

No entanto, nem sempre é possível encontrar todos os manuais necessários e, por isso, as famílias acabam por ter de os comprar em falta. Resultado: 94% das famílias terá de comprar livros novos.

As papelarias e hipermercados continuam a ser os espaços de eleição para fazer as compras para o arranque escolar, apesar de a internet começar a ganhar terreno: em 2011, 7% das famílias fizeram as suas compras na internet, em 2012 já foram 8% e, este ano, 12% deverão conseguir adquirir o material sem ter de sair de casa.

No caso em que o estudante é o inquirido, a opção pela compra na internet tem mais expressão: este ano 30% deverão fazer as compras em frente ao computador.

Além dos livros, as famílias tencionam ainda comprar vestuário, calçado e equipamento desportivo, entre outras despesas relacionadas com educação. Os portugueses, no entanto, ainda segundo o estudo, vão tentar poupar ainda mais do que nos últimos anos.

A maioria das famílias inquiridas tinha os filhos a estudar no ensino básico (75%) e apenas um em cada quatro tinha uma poupança para a educação futura dos seus filhos.

Ainda de acordo com o estudo, apenas 3% dos inquiridos têm os filhos a estudar no ensino particular, estando os restantes em escolas públicas.

Este ano, segundo os resultados do inquérito, aumenta igualmente o número de famílias que vai usar o cartão de crédito para fazer as compras necessárias: este ano, serão 12%, enquanto no ano passado, apenas uma em cada dez famílias recorreu a esse tipo de empréstimo.

O empréstimo médio será de 376 euros. No caso em que as famílias têm as crianças a estudar, o valor médio estimado por empréstimo é de 403 euros, enquanto no caso em que é o inquirido que estuda, esse valor ronda os 240 euros.


fonte:http://www.tvi24.iol.pt/



publicado por adm às 20:59 | link do post | comentar

Segunda-feira, 03.09.12

O regresso às aulas está à porta e com ele vêm muitas preocupações para as famílias portuguesas, cujos gastos em livros e outros materiais essenciais podem ascender a várias centenas de euros. Ainda que o aumento seja abaixo da inflação, os manuais escolares subiram este ano 2,6 por cento, com o preço de um cabaz básico, contendo apenas os livros obrigatórios, a variar entre os 50 euros, no caso do 1.º ciclo, e 240 no secundário. Nos casos de famílias com dois ou mais filhos em idade escolar, estes valores multiplicam-se.

 

Para os agregados mais carenciados, o Estado comparticipa a 100% os livros obrigatórios para os alunos inseridos no escalão A e a 50% os estudantes com direito ao escalão B. Há também ajudas para material.

 

Formas de poupar

 

Numa altura em que a crise ataca como nunca os portugueses, não tem parado de crescer o número de bancos de recolha e troca gratuita de livros escolares. A ideia partiu de Henrique Trigueiros Cunha, em agosto de 2011, e neste momento já são 100 os pontos onde as famílias podem entregar livros de anos anteriores e e recolher manuais necessários para o atual ano letivo, e que estão espalhados um pouco por todo o país, inclusivamente nas ilhas.

 

Ontem, o movimento “reutilizar.org – Movimento pela reutilização dos livros escolares”, criado por Trigueiros Cunha, lançou um comunicado no seu site onde apela mais uma vez ao Governo para criar uma solução que torne a “reutilização de livros escolares, uma prática universal em Portugal”, tal como já é tradição em outros países da Europa, e não apenas uma medida destinada aos mais carenciados. O Governo Sócrates criou um projeto de empréstimos de manuais, mas a legislação nunca saiu do papel.

fonte:http://www.record.xl.pt/



publicado por adm às 10:24 | link do post | comentar

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