Quinta-feira, 19.07.12

Se o Estado avançasse com a regulamentação do empréstimo de livros escolares poderia poupar «105 milhões de euros em três anos». As contas foram feitas pelo Movimento pela reutilização dos livros escolares.

Criado no verão de 2011, este movimento conta já com 60 bancos de recolha e troca gratuita de manuais espalhados pelo país e deseja que o Governo regule rapidamente o empréstimo destes livros.

Fundado pelo explicador de matemática do Porto Henrique Trigueiros Cunha, em agosto do ano passado, através da rede social Facebook, o Movimento tem como «único objetivo tornar a reutilização de livros escolares uma prática universal em Portugal».

E argumenta: «Como é que num país falido o Estado contínua a gastar milhões de euros por ano com a compra de livros escolares para famílias que recebem apoios da ação social»?.

O responsável lembrou à Lusa que a realidade portuguesa «é única na Europa, porque em todos os outros países, a começar pela Noruega, há um sistema formal ou informal que promove a troca de manuais».

Henrique Cunha classificou o Movimento como «um sucesso», afirmando que, mais do que estar a ajudar as famílias que têm dificuldades económicas, este movimento pretende incentivar a troca e mostrar que tal é possível e simples.

«Nunca imaginei que o Movimento crescesse como cresceu», confidenciou, desconhecendo os milhares de livros que foram já movimentados.

Na sua opinião, «ou Portugal está em crise para tudo ou não está em crise para nada» e a troca de manuais «é uma evidência», sendo por isso mesmo que o movimento cresceu tão depressa.

Nos bancos de troca gratuita de livros espalhados um pouco por todo o país, e já nos Açores, não há reservas nem se aceitam listas, porque os voluntários chegaram «a um ponto comum: ao princípio do valor acrescentado zero».

«Compete ao Governo encontrar a solução. A minha iniciativa é apenas a de alertar, mostrar que eu e mais 60 bancos de recolha e troca de manuais escolares queremos muito falar sobre a reutilização dos livros».

Para Henrique Cunha, é evidente que todas as famílias que têm que comprar manuais escolares questionam o porquê de gastar dinheiro em livros que não servem para mais nada.

«Este é um problema de educação e penso que só um embaraço pode estar a atrasar a regulamentação» do empréstimo dos manuais.

Henrique Cunha referiu que, desde meados de junho, o número de visitas à página do Movimento no Facebook e na internet (reutilizar.org) «subiu vertiginosamente», considerando que este sinal traduz as preocupações dos encarregados de educação em preparar o arranque do próximo ano letivo.

«Estamos a receber cerca de 50 mil visitas por dia», disse, referindo ainda que são as mulheres quem mais visitam as páginas (80%).

Para o fundador, o movimento é uma forma de «dar um bocadinho do tempo a uma causa», que conta já com o apoio de diversas autarquias, como Faro, Vale de Cambra e Vila Franca de Xira.

São aceites livros escolares do 1.º ano ao 12.º ano, sendo que o promotor apela aos «universitários a entregarem os seus livros do secundário», porque são os que mais rareiam nas prateleiras dos bancos.

Em setembro de 2011, a Assembleia da República recomendou ao Governo a regulamentação para o empréstimo de livros escolares.

fonte:http://www.agenciafinanceira.iol.pt/



publicado por adm às 22:52 | link do post | comentar

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